domingo, 30 de dezembro de 2007

Feliz 2008!

Andei pensando no que escrever pra deixar uma mensagem de feliz ano novo pra vocês, queridos leitores do Zen. Na tentativa de não soar piega, dramático ou superficial, vou postar abaixo uma adaptação de uma poesia da minha mãe. A poesia é um pouco diferente, e essa "adaptação" foi feita com o intuito, na época, de musicar as palavras pra minha antiga banda (???), a qual, com bom senso, eu e meus amigos deixamos na memória - e uma bela lembrança de um período muito divertido. Segue, abaixo, o texto.
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São tantos os momentos
que perdemos nessa vida
buscando alternativa
pensando em ganhar
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somos assim
vivemos de investidas
mas nem sempre sabemos
nem como e onde chegar
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passamos por caminhos
e tantos descaminhos
vivemos entre amor e desamor
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e quando acreditamos
ter levado a vitória
envelhecemos
ou nos perdemos
nem percebemos
o que deixamos escapar
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Mas haverá um momento
onde iremos nos reencontrar
e nessa hora íntima
descobriremos
o que vivemos
o que aprendemos
o que é real
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Numa primeira lida, esse poema pode parecer pessimista, pra baixo, enfim. Mas com o tempo aprendi a interpretá-lo da maneira mais positiva. Eu mesmo vivo me pegando cheio de culpa, às vezes, por não ter tempo pra agradar todas as pessoas queridas, parentes e amigos, pelas vezes que estouro sem que a "vítima" seja culpada pelo meu estado, pelas palavras que gostaria de ter dito... E olha que o esforço é grande em fazer as pessoas queridas se sentirem queridas. O esforço também é grande pra tentar aproveitar cada segundo da vida, não se entregar, não baixar a cabeça e superar cada problema que apareça pela frente. É clichê, mas a vida não é fácil meu caro, e o mundo faz questão de deixar claro que dificilmente daremos certo. O importante é, antes de tudo, provar pra nós mesmo que discordamos disso, e podemos ir além, podemos ser felizes. Então se há algum recado do Zen, é esse: aproveite a vida, não desista no primeiro problema que aparecer, cultive seus amigos, ame as pessoas, trabalhe, deguste cada segundo da melhor maneira que você achar melhor, não vá na onda da maioria, faça o que você acha que deve ser feito, sem passar por cima dos outros de forma desonesta, claro. Seja feliz, faça as pessoas a sua volta felizes e que 2008 seja maravilhoso pra todos nós. Um forte abraço do Zen para todos. Até o próximo post. :)

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Matérias em destaque na RP

Duas matérias com participação deste jornalista estão em destaque na página principal da RP, na parte de cima, onde seria a "capa" da revista. Uma é a lista de filmes no post abaixo aqui no Zen, que na RP, ficou assim. Outra, é uma colaboração na entrevista do Abonico Smith com o The Killers. As perguntas são dele, o texto de introdução e o "abre" da matéria são meus. Também estão destacadas matérias com o Walverdes e o Interpol.
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Ela pergunta: por que a gente se irrita tanto um com o outro?"
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Ele responde: "Pq será?"
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O diálogo é de um filme já visto por muitas pessoas e que trata de um sentimento muito conhecido. O impasse surge quando ambos, ou um dos dois, não percebem a resposta óbvia.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Cinema: Dez filmes de 2007

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Dois mil e sete está chegando ao fim e foi um bom ano culturalmente falando. Escutei bem menos discos que gostaria, mas pude assistir muito mais filmes que no ano passado (publico os números de filmes conferidos e a comparação com 2006 em breve). Enquanto não pipocam por aí as votações de melhores do ano na Rock Press e no S&Y, coloco aqui dez filmes que me cativaram nessa temporada. Não é uma lista de "dez melhores", apenas uma dezena de obras bacanas que merecem ser lembradas e me agradaram de alguma maneira. Abaixo, dez comentários curtos sobre os filmes - as críticas, foram publicadas ao longo dos últimos doze meses nos sites e revistas que escrevo, e aquelas que foram ao ar na internet surgem em links ao final de cada texto.
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Esse top 10 tem de tudo um pouco, mantendo a diversificação da sétima arte. Drama de época, ação, história verídica, desenho animado, comédia romântica, thriller policial e até um monstro pelo caminho. Abraços e no começo de 2008 posto por aqui os meus preferidos em outras categorias, como shows, músicas e, como tradicionalmente, as musas do ano.
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1º - "O Despertar de Uma Paixão"
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Cinema com C maiúsculo, com roteiro sensacional, trama profunda sobre redenção, redescoberta e relações humanas, maravilhosa ambientação de época, excelentes figurinos, linda trilha sonora e uma dupla protagonista em perfeita sintonia e grandes atuações. Edward Norton e Naomi Watts (que também produziram o longa) brilham nessa obra esplêndida, injustamente esquecida no Oscar, que se passa numa China do início do século passado. O verdadeiro "Amor em Tempos de Cólera" está aqui. Sensível, impossível não se emocionar e ficar vidrado a cada cena. (resenha)
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2º - "Tropa de Elite"
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Teve quem disse que "Tropa de Elite" não conseguiria sucesso de bilheteria graças à pirataria, que fez milhões de pessoas terem a chance de assistir ao longa bem antes de sua estréia oficial. Mas o ótimo roteiro de Braulio Mantovani (em parceria com o ex-capitão do Bope Rodrigo Pimentel e o próprio diretor da obra), a sensacional direção de José Padilha e o elenco espetacular, destacando Wagner Moura com o tão comemorado Capitão Nascimento, fazem desse, o longa brasileiro mais importante da década ao lado de "Cidade de Deus". O mérito foi detonar "instituições" intocáveis do cotidiano carioca, como os boyzinhos que financiam o tráfico (e fazem protesto contra o próprio), a polícia corrupta (ainda que force a barra a inocentar completamente o Bope), e o governo falível. Ninguém é inocente. E a hipocrisia é escancarada. (resenha)
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3º - "Um Lugar na Platéia"
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Divertida comédia francesa que mostra os bastidores do mundinho cultural-chique de Paris e faz críticas espertas à platéia abastada parisiense. Destaque para a linda fotografia de Jean-Marc Fabre (graças também ao próprio cenário - lindo - da capital da França) e o bom elenco liderado pela fofa Cécile de France ("Bonecas Russas") como a interiorana que tenta um lugar ao sol na tão baladada região dos Champs-Élysées. (resenha)
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4 "O Hospedeiro"
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E a criatividade continua do outro lado do oceano! O espetacular diretor coreano Bong Joon-ho (do mais espetacular ainda "Memórias de um Assassino") deu vida nova aos "filmes de monstro" com essa produção que utilizou os efeitos especiais da mesma empresa responsável por "O Senhor dos Anéis", mas cujo orçamento foi pequeno se comparado aos filmes hollywoodianos. Misturando drama familiar, comédia e um forte subtexto político, alcançou prêmios em vários festivais pelo mundo e conseguiu um lugar no disputado circuito norte-americano. (resenha)
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5º - "Os Donos da Noite"
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Competente mix de épico mafioso e thrileer policial, com elenco "classe A", cenas de ação de tirar o fôlego e pelo menos três seqüências magníficas para ficar na memória de todo bom cinéfilo. (resenha)
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6º - "Ratatouille"
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Esse é o filme que pela primeira vez em muito tempo fez a Disney dividir as atenções dadas ao Mickey com outro ratinho. A história é divertida, envolvente e técnicamente bem realizada. Perfeita tanto para a criançada como para os marmanjos à procura de diversão ingênua e mensagens positivias.
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7º - "Rocky Balboa"
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Muita gente torceu o nariz para essa produção. Mas Silvester Stallone, que já vinha em derrocada profissional, utilizou sua experiência pessoal para transportá-la ao seu célebre personagem e trouxe o espírito rústico do clássico de 76 para a nova história, dando um final digno à série do garanhão italiano e um novo fôlego para sua carreira (e vem aí o novo "Rambo"). Nesse, saem o enredo de vídeo-clipe, as pseudo-mensagens políticas e os adversários malvados e surge um bonito tratado sobre a chegada da velhice. A trilha clássica e o treinamento continuam presentes para a alegria dos fãs. (resenha)
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8º - "Letra e Música"
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Finalmente resolveram juntar numa mesma comédia romântica o galã Hugh Grant e Drew Barrymore (detentora do sorriso mais cativante do mundo cinematográfico), dois especialistas no gênero e que comprovam sua competência numa divertida trama que tem tudo para agradar fãs dos anos 80 e ainda tira uma onda dos revivals da vida e estrelas teens à la Britney Spears. A trilha sonora, excelente, é de Adam Schlesinger (da banda Fontains of Wayne), autor do sucesso "That Thing You Do" do filme "The Wonders – O Sonho Não Acabou". (resenha)
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9º - "O Vigarista do Ano"
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Só o fato de Richard Gere ter uma boa atuação já chama a atenção. A verdade é que seu estilo canastrão caiu como uma luva no papel do cara que conseguiu ludibriar uma das principais editoras norte-americanas, alegando ter sido autorizado para escrever a biografia do recluso bilionário Howard Hughes (aquele interpretado por Di Caprio em "O Aviador"). A recriação do período e o ótimo desempenho do elenco coadjuvante colaboraram para a realização de um ótimo longa-metragem.
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10º - Não Por Acaso"
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O filme mais "cult" da lista é na verdade um impressionante tratado sobre o acaso feito pelo cineasta estreante Philippe Barcinski, premiado no Festival de Chicago na categoria Diretor Revelação. Barcinski se utiliza de simbolismos e do cenário paulistano para contar uma bonita fábula sobre dois sujeitos que tentam encarar novas perspectivas de vida e superar perdas.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Passadinha rápida por aqui. Como foi seu natal, amigo leitor? Por aqui, tudo tranquilo. Vários pratos deliciosas e doces mais deliciosos ainda. Pavê feito com carinho pela mama e família reunida. No fim da tarde, uma conferida em "A Bússola de Ouro". Confesso ter saído decepcionado da sala de cinema. Escrevi sobre o filme para a capa da nova edição da revista Pipoca Moderna - texto em parceria com o editor da publicação, Marcel Plasse. Para os próximos dias, muita correria por aqui, várias comemorações e prometo postar algo decente nesse espaço. Acabei de ler "O Poderoso Chefão". Realmente, a obra merece toda a fama que tem. Deu até vontade de rever pela enésima vez os filmes em seqüência. Por enquanto é isso. E a vida segue com algumas dúvidas, várias certezas e a idéia de um futuro maravilhoso.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Feliz natal!

O autor desse espaço virtual não é muito chegado, ou crente, em datas religiosas, apesar de ter um forte lado espiritual. Mas vale desejar feliz natal pra todos. Não apenas pela troca de presentes, pela reunião familiar ou encontro com amigos, mas principalmente, que essa data sirva de reflexão sobre o que andamos fazendo no último ano. Acima de tudo, essa semana que está chegando entre o natal e o ano novo, é uma ótima época pra se lembrar daqueles amigos distantes, do parente que não andamos dando tanta atenção, e de reforçar relacionamentos próximos. E pra quem gosta de mergulhar no lado comercial da coisa, é bom também pra presentear ou ganhar presentes ou "lembranças" de pessoas queridas. Após o breve texto um tanto piegas (e quen nunca é ou foi em determinado momento da vida?), mas sincero, o ZC deseja muita paz, amor, sexo, amigos, aventuras, ótimos filmes, canções maravilhosas pra você caro leitor, que tem marcado presença diariamente por aqui. Forte abraço.
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PS: no meio da próxima semana volto por aqui com a tão falada lista dos filmes de 2007 e pra comentar a nova edição da revista Pipoca Moderna.

Literatura: O Poderoso Chefão

Enquanto passeava por um shopping perto de casa, antes de conferir o filme "Viagem a Darjeeling", resolvi dar uma parada na livraria Siciliano com o intuito de ver se já havia chegado a última biografia dos Beatles. Olhando daqui, vendo livros dali, me deparei com os livros da BestBolso. Entre tantas histórias clássicas da literatura (e muitas que incluenciaram o cinema direta ou indiretamente) estava "O Poderoso Chefão", de Mario Puso (autor do roteiro do primeiro "Superman"). Como já havia sido presenteado com o "1001 Livros...", decidi me presentear com a saga que deu origem a trilogia clássica do cinema - os livros dessa coleção custam entre R$ 14,90 e R$ 19,90 (preço desse livro), e o formato é daqueles que dá pra levar a qualquer local. Apesar de fã da trilogia de Don Corleone, jamais tinha lido a trama original. Agora são dois livros para curtir o fim de ano. Nos próximos dias, coloco por aqui um trecho da obra.
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Se der tempo, também pretendo escrever sobre o "Viagem a Darjeeling", longa de Wes Anderson que mantém o estilo do diretor de filmar ambientes coloridos e utilizar trilhas sonoras um tanto exóticas. Gostei do filme.
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E vou adiar um pouco mais o post sobre os filmes que mais gostei no ano. Pretendo assistir "Amor em Tempos de Cólera" antes de 2007 ficar na memória. A lista estava pronta, porém achei mais sensato esperar um pouco.
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Falando em lista, o amigo Marcelo Costa, chefão do site Scream &Yell, já mandou por email a ficha com as categorias dos Melhores de 2007. Meus votos estão praticamente completos. Até o dia 7 de janeiro (data limite), prometo entregá-la. Já a querida Claudia Reitberger, editora da Rock Press, deve colocar no ar esses dias a tão esperada votação do ano. Como ela pediu com antecedência, mandei uma lista que pode sofrer algumas alterações mesmo após ter entrado no ar. Agora estou esperando o compadre Duda preparar a votação no PoppyCorn. Se mexe Duda!

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Cinema: O Grande Chefe


Quem acompanha a carreira do cineasta dinamarquês Lars Von Trier sabe que o sujeito adora experimentar maneiras diferentes para filmar seus filmes, cujos textos costumam carregar boas doses de provocação, crítica e ironia. Em seu novo trabalho “O Grande Chefe” (“Direktoren for Det Hele”, 2006), o diretor de “Dançando no Escuro” e “Dogville” resolveu tirar um sarro das mega-corporações e do teatro, utilizando nas filmagens o Automavision, sistema em que as câmeras são comandadas por computador, restringindo ao máximo a participação humana e criando um efeito alternativo, com enquadramentos pouco usuais e várias vezes cortando as cabeças dos atores em determinadas cenas.

E se “Dogville” e “Manderlay” foram inspirados na história norte-americana, “O Grande Chefe” foi criado a partir da própria vida do diretor. Aos 6 anos, ele recebeu de sua mãe a seguinte ordem: a partir daquele momento, seria responsável por sua vida, tendo que marcar suas consultas se precisasse ir ao médico, e até podendo escolher se desejaria ou não freqüentar a escola. Desde então, Von Trier passou a creditar a responsabilidade dos acontecimentos mundiais a dois seres: ele próprio e uma força superior que tudo comanda.

Essa idéia um tanto mística dá vida à trama, que se passa quase inteiramente dentro de uma empresa de informática dinamarquesa. Um pequeno quadro de funcionários da corporação é subordinado a uma chefia misteriosa. O motivo do mistério: o verdadeiro dono da companhia, Ravn (Peter Gantzler, de "Italiano para Principiantes"), se apresenta apenas como um gerente, e criou esse "grande chefe" para se proteger da possível hostilidade de seus empregados, descontentes com sua situação de trabalho frustrante.

Quando Ravn decide-se pela venda da empresa para uma firma islandesa, ele precisa, então, tornar real o chefe e acaba contratando o pretensioso ator Kristoffer (Jens Albinus, parceiro de longa data do cineasta, tendo trabalhado em "Os Idiotas" e "Dançando no Escuro"). Porém, o verdadeiro “grande chefe” não esperava que o ator passasse a gostar do personagem e inclusive se sensibilizasse com a situação dos subordinados.

A partir daí o que o expectador presencia são diálogos afiados sobre interpretação, teatro e a rixa entre Dinamarca e Islândia (o empresário comprador é islandês e não poupa o verbo contra o povo vizinho) e irreverentes intervenções em off do próprio cineasta, discursando sobre a comédia e mantendo uma certa distância ao apresentar a história, inspirado no dramaturgo alemão Bertold Mrecht.

Mas a intenção de provocar risos do autor não sairia do papel se não fosse o bom elenco. Jens Albinus é a figura perfeita para o papel principal. Só a figura dele já soa engraçada e o ator consegue fazer de seu personagem um artista canastrão e hilário que deseja catalisar os holofotes ao longo da projeção – numa clara alusão aos atores de teatro pretensiosos. Casper Christensen também cativa na pele do estranho e truculento Gorm. Não se estranhe se em determinado momento você achar que Gorm possa puxar uma arma e metralhar alguém, pois Casper dá ao papel essa aura explosiva. E quem assistiu o cult “Alta Fidelidade” poderá matar a saudade de Iben Hjejle, que sete anos após ter filmado com John Cusack continua loira, e sexy – dessa vez, vivendo uma funcionária que devora o pseudo patrão.

No final, o público poderá estranhar algumas piadas repetitivas (como as que mostram o estado de “grupo unido” da equipe de funcionários) e o desfecho. Von Trier lançou o filme no Festival de Copenhague, apesar de ter sido convidado para exibi-lo no Festival de Cannes – o motivo da escolha foi devido à pressão existente em Cannes – e conseguiu criar outra obra divertida, ainda que seja inferior às produções anteriores de sua respeitada carreira.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

1001 Discos...


... Para Ouvir Antes de Morrer é mesmo um baita presentão de Natal, como disse o amigo Marcelo Costa em seu blog. Não vou escrever muito sobre o livro, apenas dizer que é diversão pura, cultura pop latente e os textos são bons. São vários os gêneros musicais presentes na obra. Há hip hop, blues, reggae, ska, MPB (!), e principalmente muito pop e rock. Simplesmente imperdível. Se tiver sem grana pra comprá-lo agora, peça de presente ou vá até a livraria mais próxima de sua casa e leia aos poucos.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Preparador de elenco?

O que faz um preparador de elenco no cinema? Quem assistiu o celebrado "Cidade de Deus" ou "Querô" pode ter percebido um pouco do trabalho desse profissional. Ontem, no Sesc Santos, foi a vez de conferir uma palestra - ou um bate-papo, melhor dizendo - com Luiz Mario, preparador de elencos de longas como "Querô" e "O Magnata". Deu pra aprender um pouco mais sobre a sétima arte e essa função muitas vezes indesejadas por atores pedantes. Esses encontros com profissionais de cinema aconteceram durante todo o ano no Sesc, que promete mais palestras e eventos em 2008.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Indicados ao Globo de Ouro 2008

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Hoje de manhã a Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood divulgou a lista de indicados para o Globo de Ouro 2008. Geralmente considerado uma prévia do Oscar, o prêmio nos últimos anos deixou de servir de parâmetro para a premiação da categoria - ao menos em algumas categorias. Não há tantas surpresas. Brad Pitt foi lembrado por sua atuação em "O Assassinato de Jesse James", George Clooney por "Conduta de Risco", Cate Blanchet duas vezes lembrada e "Across The Universe" e "Hairspray" indicados em filme comédia/musical. E por aí vai. Boa parte dos filmes da lista ainda não pode ser conferida por aqui. Tentaremos correr contra o tempo até para eleger os melhores do ano. Ah, infelizmente "O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias" não foi lembrado.
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Confira as listas completas de cinema e TV abaixo.
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CINEMA
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MELHOR FILME - DRAMA

O Gângster (American Gangster)

Desejo e Reparação (Atonement)

Senhores do Crime (Eastern Promises)

The Great Debaters

Conduta de Risco (Michael Clayton)

Onde os Fracos não Têm Vez (No Country for Old Men)

There Will Be Blood

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MELHOR ATRIZ - DRAMA

Cate Blanchett - Elizabeth - A Era de Ouro

Julie Christie - Longe Dela (Away from Her)

Jodie Foster -Valente (The Brave One)

Angelina Jolie - O Preço da Coragem (A Mighty Heart)

Keira Knightley - Desejo e Reparação

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MELHOR ATOR - DRAMA

George Clooney - Conduta de Risco

Daniel Lewis - There Will Be Blood

James McAvoy - Desejo e Reparação

Viggo Mortensen - Senhores do Crime

Denzel Washington - O Gângster

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MELHOR FILME - COMÉDIA OU MUSICAL

Across the Universe

Charlie Wilson's War

Hairspray

Juno

Sweeney Todd

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MELHOR ATRIZ - COMÉDIA OU MUSICAL

Amy Adams - Encantada

Nikki Blonsky - Hairspray

Helena Bonham Carter - Sweeney Todd

Marion Cotillard - Piaf

Ellen Page - Juno

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MELHOR ATOR - COMÉDIA OU MUSICAL

Johnny Depp - Sweeney Todd

Ryan Gosling - Lars and The Real Girl

Tom Hanks - Charlie Wilson's War

Philip Seymour Hoffman - The Savages

John C. Reilly - Walk Hard

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MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

Cate Blanchett - I'm Not There

Saoirse Ronan, Desejo e Reparação

Julia Roberts, Charlie Wilson's War

Amy Ryan, O Medo da Verdade (Gone Baby Gone)

Tilda Swinton, Michael Clayton

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MELHOR ATOR COADJUVANTE

Casey Affleck, O Assassinato de Jesse James

Javier Bardem, Onde os Fracos não Têm Vez

Philip Seymour Hoffman, Charlie Wilson's War

John Travolta, Hairspray

Tom Wilkinson, Michael Clayton

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MELHOR FILME DE ANIMAÇÃO

Bee Movie

Os Simpsons - O Filme

Ratatouille

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MELHOR FILME ESTRANGEIRO

4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias

O Caçador de Pipas (The Kite Runner)

The Diving Bell and the Butterfly

Lust, Caution

Persépolis

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MELHOR DIRETOR

Tim Burton, Sweeney Todd

Joel Coen & Ethan Coen, Onde os Fracos não Têm VezJ

ulian Schnabel, The Diving Bell and the Butterfly

Ridley Scott, O Gângster

Joe Wright, Desejo e Reparação

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MELHOR ROTEIRO

Diablo Cody - Juno

Ethan Coen and Joel Coen - Onde os Fracos não Têm Vez

Christopher Hampton - Desejo e Reparação

Ronald Hardwood - The Diving Bell and the Butterfly

Aaron Sorkin - Charlie Wilson's War

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MELHOR TRILHA SONORA

Na Natureza Selvagem (Into the Wild)

Grace is Gone

O Caçador de Pipas

Desejo e Reparação

Senhores do Crime
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MELHOR CANÇÃO

"Despedida" - O Amor nos Tempos do Cólera

"Grace Is Gone" - Grace is Gone

"Guaranteed" - Na Natureza Selvagem

"That’s How You Know" - Encantada

"Walk Hard" - Walk Hard
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TV

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MELHOR SÉRIE - DRAMA

Amor Imenso (Big Love, HBO)

Damages (FX)

Grey's Anatomy (ABC)

House (Fox)

Mad Men (AMC)

The Tudors (Showtime)

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MELHOR ATRIZ EM SÉRIE - DRAMA

Patricia Arquette - Medium

Glenn Close - Damages

Minnie Driver - The Riches

Edie Falco - Família Soprano

Sally Field - Brothers & Sisters

Holly Hunter - Saving Grace

Kyra Sedgwick - The Closer

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MELHOR ATOR EM SÉRIE - DRAMA

Michael C. Hall - Dexter

Jon Hamm - Mad Men

Hugh Laurie - House

Jonathan Rhys Meyers - The Tudors

Bill Paxton - Amor Imenso

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MELHOR SÉRIE - COMÉDIA OU MUSICAL

30 Rock (NBC)

Californication (Showtime)

Entourage (HBO)

Extras (HBO)

Pushing Daisies (ABC)

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MELHOR ATRIZ EM SÉRIE - COMÉDIA OU MUSICAL

Christina Applegate - Samantha Who?

America Ferrera - Ugly Betty

Tina Fey - 30 Rock

Anna Friel - Pushing Daisies

Mary-Louise Parker - Weeds

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MELHOR ATOR EM SÉRIE - COMÉDIA OU MUSICAL

Alec Baldwin - 30 Rock

Steve Carell - The Office

David Duchovny - Californication

Ricky Gervais - Extras

Lee Pace - Pushing Daisies

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MELHOR MINISSÉRIE OU TELEFILME

Bury my Heart at Wounded Knee (HBO)

The Company (TNT)

Five Days (HBO)

Longford (HBO)

The State Within (BBC America)

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MELHOR ATRIZ EM MINISSÉRIE OU TELEFILME

Bryce Dallas Howard - As You Like It

Debra Messing - The Starter Wife

Queen Latifah - Life Support

Sissy Spacek - Pictures of Hollis Woods

Ruth Wilson - Jane Eyre

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MELHOR ATOR EM MINISSÉRIE OU TELEFILME

Adam Beach - Bury my Heart at Wounded Knee

Ernest Borgnine - A Grandpa for Christmas

Jim Broadbent - Longford

Jason Isaacs - The State Within

James Nesbitt - Jekyll

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MELHOR ATRIZ COADJUVANTE EM SÉRIE, MINISSÉRIE OU TELEFILME

Rose Byrne - Damages

Rachel Griffiths - Brothers & Sisters

Katherine Heigl - Grey's Anatomy

Samantha Morton - Longford

Anna Paquin - Bury my Heart at Wounded Knee

Jaime Pressly - My Name is Earl

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MELHOR ATOR COADJUVANTE EM SÉRIE, MINISSÉRIE OU TELEFILME

Ted Danson - Damages

Kevin Dillon - Entourage

Jeremy Piven - Entourage

Andy Serkis - Longford

William Shatner - Boston Legal

Donald Sutherland - Dirty Sexy Money

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Lista ao lado

Enquanto vou aprendendo a formatar e deixar mais "bonitinho" o Zen Cultural, já coloquei ao lado minhas listinhas de melhores do ano. Você deverá perguntas: mas e a lista de melhores discos? Bom, em 2007 praticamente não parei pra escutar discos novos, bem diferente do ano passado, quando foram dezenas de CDs ouvidos com calma por aqui. Então, achei honesto não escolher "melhores discos", pois não houve uma quantia suficiente de álbuns conferidos para isso. Quanto aos filmes, escolhi sobre aqueles longas que escrevi algo em determinado momento do ano. Infelizmente, não pude conferir tudo o que eu queria na Mostra SP (mesmo pq muitos filmes só possuem estréia oficial marcada para o ano que vem). Mas aí está. A lista está aí para ser espinafrada, elogiada, questionada, enfim... Em breve, coloco um post bacana sobre os filmes preferidos do ano e pequenos textos sobre cada um.
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Foi bem bom o show do Duo By Night no Sesc Santos hoje. Pena que durou pouquinho. A apresentação rolou das 18h às 19h. Sou suspeito para falar. O baixista da dupla de jazz é meu ex-professor de artes plásticas e amigo Édson Miloni. Vai ter talento assim nos infernos. Já não basta criar quadros maravilhosos, o cara ainda toca pra caramba.
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Em certo momento do filme "Razão e Sensibilidade", de Ang Lee, a personagem de Kate WInslet pergunta: O amor é fantasia? Você pode me ajudar a descobrir amigo leitor. Abços:o)-

Jazz no Sesc

Passando aqui rapidinho pra dizer (em cima da hora, eu sei) que às 18h vai rolar uma bacana apresentação de jazz instrumental do Duo By Night no Fim de Tarde na Lanchonete do Sesc Santos. A apresentação será feita com piano e contrabaixo e não custa nada. E os músicos são muito bons.

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Visitas

No último dia 9 foi completado o segundo mês em que estou contando as visitas no Zen. Graças a você querido leitor (nossa, pareci apresentador jabazendo de TV rs), pulamos de quase quarenta visitantes únicos por dia do primeiro mês para uma média de 51,88 visitas únicas por dia nos trinta dias seguintes. Continuaremos postando por aqui quase diariamente e sempre buscando aliar um texto gostoso de ler, sem abrir mão do conteúdo jornalístico. Abços a todos;o)-

Filmes

Dica de DVD: Regras da Vida
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Quem gosta de um pouco de histórias sensíveis, tocantes, com bons atores no elenco e está com tempo livre para conferir um filme em casa, uma boa opção é "Regras da Vida", que pude assistir sexta passada. Dirigido por Lasse Hallström, do recente e ótimo "O Vigarista do Ano", a trama beira o melodrama em alguns momentos, mas traça um bonito panorama sobre a trajetória de um garoto (Homer Wells, papel do "Homem-Aranha" Tobey Maguire) que cresceu num orfanato e ao se ver adulto, decide buscar novos horizontes na companhia de um casal interpretado por Paul Rudd (em papel dramático, diferente de outras obras conhecidas do ator como "O Virgem de Quarenta Anos" e "Ligeiramente Grávidos") e Charlize Teron. O local, comandado pelo Dr. Wilbur Larch (personagem que rendeu ao veterano e sempre competente Michael Caine a estatueta de Ator Coadjuvante), também faz abortos, motivo da presença do casal. O filme é de 1999. Theron e Maguire ainda não tinham se tornado as celebridades que são hoje e têm ótimas atuações.
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Na nova jornada de Homer, o rapaz passa a descobrir novos sentimentos: se apaixona, cresce enquanto indivíduo, enxerga o lado ruim da natureza humana e precisa intervir até num caso incestuoso. Com bonita ambientação de época (a história se passa numa cidadezinha interiorana dos EUA, no período da Segunda Guerra Mundial), ótimos planos, diálogos delicados e um roteiro - de John Irvin, que adaptou seu próprio livro e foi premiado com o Oscar de Roteiro Adaptado - que também aborda de maneira leve relações inter-raciais e a partida de jovens para o front de batalha, "Regras da Vida" (que teve outras cinco indicações ao prêmio da Academia), é um filme simples e cativante.

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Cinema: 30 Dias de Noite
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Como está em cartaz já há algum tempo, aqui vai um comentário rápido. "30 Dias de Noite", obra adaptada dos ótimos quadrinhos de Steve Niles e Ben Templesmith, é um bom filme de terror, com toques de suspense e tensão contínua. Não vai revolucionar os filmes de vampiros como chegou a ser ventilado. Apesar de apresentar as criaturas noturnas de maneira visceral, com arcadas dentárias completas (sem os manjados dentes caninos), feições de ratazana, jeitão dos zumbis de "Extermínio", e sem o manjado sotaque europeu dos condes antigos, o roteiro faz referências a filmes clássicos do gênero (como o sujeito estranho à la Reinfield, interpretado por Ben Foster, que chega para avisar os moradores da tragédia iminente) derrapa ao apresentar a passagem de tempo (quando somos informados que já se passaram dias, na verdade parece que a ação se desenvolveu em algumas horas).
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A trama se passa em Barrow, cidade mais ao norte do Alasca, onde em determinada época do ano o local chega a escurecer durante trinta dias seguidos (na realidade, a cidade, que existe de verdade, fica um período maior na escuridão), e é prato cheio para os vampirões. Com ótimas tomadas (duas em especial, mostra a cidade vista do alto no momento do massacre e no começo, quando o expectador percebe o isolamente da cidade), alcança o objetivo de causar arrepios e pega emprestada idéias de longas anteriores, como o casal protagonista em crise, cuja situação delicada faz com que ambos se envolvam novamente (lembrou de "O Segredo do Abismo"?).
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Só uma observação: quem um dia achou que Josh Hartnett é um bom ator só podia estar brincando.
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Prometo para logo logo, uma post com os melhores filmes nacionais e gringos do ano. Antes, quero ver se consigo ver alguns longas, como "Conduta de Risco".

Cinema: Encantada

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Um príncipe, uma rainha megera, uma moça bonita cujo vozeirão entoa canções fofas de amor, e que conversa com os animais fofinhos de um mundo encantado... Se lembrou de algo? Alguma história tipo Branca de Neve, Cinderela? Disney na área? Sim e não. “Encantada” é um filme da empresa de Mickey Mouse e companhia, mas é uma “nova” história que utiliza a premissa das animações clássicas da marca para mostrar o choque entre mundos: o da fantasia e o real. O que aconteceria se alguém como a Cinderela fosse parar em plena Nova Iorque dos dias atuais? A idéia é boa, e até a escolha em investir numa animação à moda antiga – diferente daquelas feitas por computação gráfica, utilizada pela própria Disney recentemente – foi um acerto, mesmo que a qualidade dos desenhos não seja a mesma dos velhos contos, como Branca de Neve, filmado em 1937!
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Na trama, dirigida por Kevin Lima, a “nova” Branca de Neve é Gisele (Amy Adams, de “Segundas Intenções 2”), que começa como animação em seu mundo mágico, e devido a uma armadilha da rainha Narissa (Susan Sarandon), que deseja ver seu filho e príncipe Edward (James Marsden, o Ciclope da trilogia “X-Men”) livre da moça, acaba enxotada para Manhattan e tornando-se alguém de carne e osso. Acontece que Gisele e Edward se apaixonaram – ou pensam que se apaixonaram - e planejam se casar no dia seguinte, e o príncipe sai à procura da amada.
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Nomento momento que o enredo se desloca para o mundo real, dá a impressão de estarmos conferindo uma obra diferente, pois pelo meio do caminho da princesa surge Robert (Patrick Dempsey, da série “Gray’s Anatomy”), sujeito boa pinta, pai de uma filha adorável, que tem namorada mas é um tanto desiludido com o amor. Gisele não, assim como os contos de fada, ela crê em amor à primeira vista, romance eterno, etc. Mas infelizmente, a boa iniciativa do roteiro de Bill Kelly pára por aí. Ao invés de aproveitar a idéia do conflito “fantasia versus pé no chão”, que poderia render ótimos momentos e diálogos, o texto esbarra em velhos clichês das histórias infantis e romances açucarados, incluindo até maçãs envenenadas para fazer a donzela cair em sono eterno.
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Há vários momentos engraçados, não dá pra negar, mas também algumas cenas um tanto constrangedoras, como acontece com Marsden. Será que é preciso fazer cara de bobo só porque a história é para crianças? Também há seqüências bem fofas. Destaque para o esquilinho, que no meio de um bom elenco (ao menos se levarmos em conta o histórico dos atores), consegue causar mais risos e empatia que os demais personagens. E ainda supera a repetição de piadas. Uma vez já seria suficiente para fazer rir quando o longa mostra o animalzinho tentando entregar as más intenções do comparsa da rainha Nathaniel (Timothy Spall, o Pedro Pettigrew da franquia “Harry Potter”, cujos traços caricatos fazem de sua versão animada a mais parecida com os traços reais de um ator no elenco) a Edward, que não entende bulhufas – e dá-lhe cara de bobo.
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Entre as boas atuações, Patrick Dempsey, retornando com suas expressões típicas dos filmes protagonizados por ele nos anos 80 e início dos 90, a fofíssima Rachel Covey como a filha de Robert e a veterana Susan Sarandon se divertindo na pele da vilã.
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Mesmo com os equívocos, “Encantada” é uma obra que pode ser conferida sem problemas. Os números musicais são empolgantes e os efeitos especiais - que fazem dos animais “trabalhadores”, inclusive baratas (motivo para vários “que nojo” na sala), ou a transformação de Sarandon no ato final da projeção - são eficientes. Com a chegada do Natal, é uma bela opção para fazer a criançada se divertir. Depois de “A Loja Mágica de Brinquedos”, é mais um de uma leva de filmes infantis que está chegando aos cinemas brasileiros – é só conferir os trailers antes da animação.
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E não se engane. Apesar de parecer que alguns personagens possam ficam amorosamente “na mão”, todos os envolvidos no quadrado amoroso – além de Gisele, Edward e Robert, inclua aí a namorada do último, interpretada por Idina Menzel – não saem de mãos abanando.
Quando tudo dava a crer que a Disney estava preferindo investir pesado nos musicais infanto-juvenis à la High School Musical, ou nas animações computadorizadas, “Encantada” (que teve intensa divulgação por aqui e alcançou US$ 70 milhões de bilheteria em dez dias nos EUA) é uma bela surpresa e uma fábula quase á moda antiga, cujo recado manjado, simples e eficiente nesse tipo de produção é o seguinte: acredite no amor!
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PS: ao menos na principal rede de cinemas do país, o filme só está sendo veiculado dublado. Uma pena, pois as canções e os diálogos perdem bastante em relação aos originais.

domingo, 9 de dezembro de 2007

Poesia - Blog: Dois Livros. Um coração

Desde pequeno gosto de poesias, e sempre admirei a obra da minha mãe, Regina Azenha, autora dos livros Mulher, Amor e Poesia, de 1986, livro independente mais vendido na Bienal de Livros daquele ano e que rendeu a ela o prêmio Robalo de Ouro de melhor poetisa do estado de SP, e a obra Fragmentos e Mutações, de 1997. Sempre que posso leio e releio seus versos. A boa notícia é os textos de Regina Azenha agora podem ser conferidos no blog Dois Livros. Um Coração, espaço onde ela coloca poemas de suas duas obras. O filho coruja agradece e recomenda.
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Hoje foi dia de conferir a pré-estréia de Encantada, filme da Disney que remete aos clássicos contos de fadas, e que mistura animação de atores de "verdade". Depois devo escrever um textão sobre o longa. :o)-

sábado, 8 de dezembro de 2007

Televisão: 3º Festival Internacional de Televisão e entrevista com Marcelo Tas

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fotos: Paulo Freitas
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“Quando há a opção de poder escolher entre 2600 canais de televisão não há sentido em ver Duas Caras”. A frase, carregada de ironia e razão foi dita por Nelson Hoineff, presidente do IETV, o Instituto de Estudos de Televisão, instituição que promove eventos para debater novos caminhos para a cultura televisiva. E foi em uma desses eventos, que Nelson, junto com Marcelo Tas, abriu a terceira edição do Festival Internacional de Televisão, num debate ocorrido no auditório da CPFL em Santos, litoral paulista, no último dia 6.
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O festival é considerado uma dos cinco melhores do mundo no gênero e proporcionou aos santistas uma pequena, mas importante, mostra do que rola na telinha mundo afora. O tema do debate foi “Novas Mídias e a democratização do conhecimento no mundo contemporâneo”, mas obviamente a tão comentada TV digital não ficou de fora da conversa.
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Hoineff e Tas são adeptos da democratização da TV, e nesse sentido, a web TV desempenha papel importante. O presidente do IETV não cansou de falar das qualidades que a televisão via computador ou celular pode proporcionar ao público e Tas seguiu pelo mesmo caminho. Sobre o futuro da TV, Nelson apontou duas direções: a digitalização e a diversificação. Transmitidos via internet, os programas televisivos tendem a perder em alta definição, porém o expectador ganha um maior leque de opções e não precisa, no caso da alta definição, comprar um conversor ou uma TV de plasma.
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Claro que, para qualquer uma das opções, é preciso grana, muita grana, e grande parte da população ficará excluída dessa “nova era”, ao menos por alguns anos. Mas Tas, que atualmente apresenta um programa na TV UOL, argumenta: “Eu acho que o problema econômico não é da televisão, é um problema do Brasil. E também tem o lance que vai caindo de preço, como tudo sempre foi. Antes o telefone celular custava quase três mil dólares, agora é quase de graça, às vezes é de graça, o cara te dá um telefone pra você gastar na conta. Então esse problema não tem nada a ver com TV digital”, diz ele, para logo em seguida apontar um problema maior da TV digital no Brasil, a concessão dos canais. “(...) tem um problema grande quanto à lei da TV digital, que, do jeito que ela foi feita pelo ministro Hélio Costa, ela reforçou as concessões, a maioria das concessões de televisão no Brasil, que foram dadas de maneira política. Então ela reforçou currais eleitorais, senadores donos de emissoras. Está aí o nosso querido Renan Calheiros, que tinha um canal, uma rádio, não sei o que, enfim. Os políticos sempre foram os coronéis eletrônicos do Brasil. Por isso que eles se reelegem, por isso que figuras execráveis continuam se elegendo. Porque ele (o político) é dono da emissora, ele faz a cabeça de um estado inteiro e se elege. A TV digital reforçou esse modelo”, critica o apresentador.
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Marcado para começar às 18h, o debate sofreu um atraso de 45 minutos, e aproveitando o tempo de espera para que as pessoas chegassem ao local, batemos um papo com o jornalista criador de programas inovadores da televisão brasileira como "Castelo Rá-Tim-Bum" e "Vitrine" na TV Cultura. Em entrevista exclusiva, Marcelo Tas, considerado um multi-mídia, e ótima escolha para o tipo de assunto abordado no evento. Ele, que já trabalhou na tanto na TV aberta como na TV a cabo, e atualmente também possui um site e um blog na internet, comentou a importância do festival, as diferenças entre apresentar um programa na web e num canal convencional, sua trajetória para chegar ao UOL, projetos para a televisão e principalmente, sua indignação com o ministro das comunicações Hélio Costa e a concessão dos canais digitais. A seguir, o papo completo.
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Qual a importância do festival?
É maravilhoso, Por que, quem faz televisão, está muito acostumado a falar sozinho, com uma lente de câmera. E agora que eu estou navegando mais nessas águas da tecnologia digital, da internet, é muito legal estar em contato ao vivo com pessoas que eu converso pela internet o tempo todo. Muita gente aqui de Santos vive freqüentando o blog e tal. E desde ontem eu falei que estava vindo aqui. Nossa conversa começou faz tempo. E hoje é quase que a concretização de uma conversa que continuou o tempo todo, que é o que acontece hoje com a minha vida que está muito emersa na rede.
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O senhor já trabalhou em TV aberta e TV paga. Agora está numa web TV. Quais as vantagens e desvantagens de trabalhar numa web TV, com relação a alcance, a audiência, etc?
Olha, a diferença principal é que na TV aberta você basicamente só fala o tempo inteiro e as pessoas ficam te ouvindo. Na TV UOL eu ouço o tempo inteiro a opinião das pessoas sobre o que eu estou fazendo. Mais recentemente, outra diferença importante é a questão da audiência. Quando eu fazia televisão, eu estava em contato com uma audiência muito grande, em rede nacional. Hoje, a audiência que tem na internet, no UOL especialmente, não tem nenhuma diferença quantitativa com a audiência de televisão. Na home do UOL todos os dias, passam ali cinco milhões de brasileiros, que é uma audiência estúpida até pra uma emissora de televisão. Então, tem a coisa da quantidade, com a diferença de que a pessoa que chega até onde estou lá no UOL, chega até mim, quer dizer, ela sabe porque foi clicando até chegar naquele lugar. Enquanto que na televisão tem um monte de gente que te vê de susto, que estava zapeando, vendo um programa e te pegou no meio, o cara é um consumidor mais desatento, enquanto que o da internet sabe onde está indo e é muito mais crítico.
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Como você foi parar na TV UOL?
Eu fui parar... Por que bom, lá na TV Cultura, lá atrás, em 1998, eu fui convidado pra fazer o Vitrine e eu sugeri da gente usar um blog no programa pra gente interagir com os telespectadores. Naquela época, (o universo online) era muito pouco conhecido, o pessoal achou que podia ser algo meio elitista, mas explodiu, o Vitrine virou um programa referência nessa questão das novas mídias e está assim até hoje. Eu ainda não tinha botado meu pezinho na internet, tinha feito todo o blog do Vitrine, tinha participado da criação do site da Cultura, e aí realmente resolvi fazer meu site em 2003, e o UOL convidou para entrar no time. Comecei timidamente, com um blog, um site pessoal e aí fui ficando e agora eles querem que eu entre cada vez mais. Comecei a produzir televisão e agora eles querem que eu fique morando lá e eu estou adorando essa experiência, estou achando o máximo. Hoje o meu principal contrato de trabalho é com internet, com o UOL.
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Há algum projeto de trabalho para 2008 de voltar para a televisão?
Olha, tem algumas coisas pra TV. Tem um projeto que estamos desenvolvendo com a ESPN Brasil e tem outras coisas que nós estamos desenvolvendo e ainda não escolhemos, não fechamos um parceiro.
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Do que se trata esse projeto na ESPN Brasil?
Na ESPN Brasil eles vão começar a veicular uma série de vinhetas que eu criei pra eles já há algum tempo, chamada Professor Planeta, que é um cientista que explica os esportes. Eles vão inclusive colocar no canal deles na internet, que está sendo inaugurado agora em dezembro, um canal muito bacana chamado ESPN 360, que já tem nos Estados Unidos, que é TV de alta definição na internet e estamos discutindo alguns projetos pro ano que vem com a ESPN.
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Falando em alta definição, tem se falado muito na chegada da TV digital ao país. Mas as pessoas mais desfavorecidas não terão acesso por enquanto a essa nova tecnologia. Fale dessa “nova era” televisiva.
Olha, a importância dessa nova era é que a TV digital é uma ferramenta que possibilita a TV chegar até todos nós em locais que antes ela não chegava. Então, se você passa uma hora do seu dia num transporte público, num ônibus, você vai poder ter televisão com qualidade com você naquele ônibus, assistir televisão num aparelho celular ou outro tipo de aparelho. A outra coisa bacana é que ela amplia os canais, quer dizer, ela gera mais pistas pra você veicular conteúdo. Então você pode estar usando isso pra educação, mesmo entretenimento - você está ampliando a voz da televisão. Esse é o lado bacana. O lado desfavorável, além do problema econômico... Eu acho que o problema econômico não é da televisão, é um problema do Brasil. E também tem o lance que vai caindo de preço, como tudo sempre foi. Antes o telefone celular custava quase três mil dólares, agora é quase de graça, às vezes é de graça. O cara te dá um telefone pra você gastar na conta. Então esse problema não tem nada a ver com TV digital. Agora, tem um problema grande quanto à lei da TV digital, que, do jeito que ela foi feita pelo ministro Hélio Costa, ela reforçou as concessões, a maioria das concessões de televisão no Brasil, que foram dadas de maneira política. Então ela reforçou currais eleitorais, senadores donos de emissoras. Está aí o nosso querido Renan Calheiros, que tinha um canal, uma rádio, não sei o que, enfim. Os políticos sempre foram os coronéis eletrônicos do Brasil. Por isso que eles se reelegem, por isso que figuras execráveis continuam se elegendo. Porque ele (o político) é dono da emissora, ele faz a cabeça de um estado inteiro e se elege. A TV digital reforçou esse modelo. Ao invés de se pensar num novo modelo de concessão desses oito canais que tem agora dentro de cada canal, ele simplesmente multiplicou por oito o poder desses coronéis eletrônicos. Que é o caso do Sarney no Maranhão, do Jarder Barbalho no Pará. Uma série de políticos. Aliás, é quase a maioria deles. São donos de verdadeiros latifúndios... Isso é no Brasil inteiro. Isso é uma deformação criada no governo Sarney, que agora um governo democrático como o atual poderia mudar e dar pelo menos um passinho à frente. Não, o ministro Hélio Costa reforçou uma política retrógrada que todos nós devemos abominar com esta implantação da TV digital sem nenhuma discussão com a sociedade.
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Site do IETV
Site do Marcelo Tas

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Pra não perder a viagem, um post rápido. Hoje foi dia de conferir a abertura do 3º Festival Internacional de Televisão, que contou com a presença de Marcelo Tas. Aproveitei e bati um papo com ele sobre seu trabalho na TV UOL, o evento e televisão digital. Em breve a entrevista pinta por aqui junto com a matéria do festival.
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E também vou tentar escrever uma crítica sobre Beowulf. Escrevi um baita texto do filme que foi matéria de capa da última edição da revista Pipoca Moderna, mas a reportagem deu mais enfoque à produção do longa, não teve resenha.
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Por enquanto é isso. O CD novo da banda Instiga pintou por aqui e prometo resenha do álbum logo logo também. Várias promessas... e o tempo é curto. ;o)-

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

O Cavaleiro das Trevas


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Esse é o novo tease pôster de "Batman - O Cavaleiros das Trevas" ("The Dark Knight"), continuação de "Batman Begins", com estréia prevista para 18 de julho de 2008. A expectativa é das maiores, pois na nova produ~ção o homem-morcego enfrentará o Coringa, personagem de Heath Ledger. Aliás, tudo na campanha de divulgação do longa tem a presençã do palhaço do crime.

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Cinema: O Reino

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Após a bem-sucedida parceria em "Colateral" (2004), o diretor Michael Mann (nesse caso, como produtor) e o astro Jamie Foxx se reencontram em "O Reino" ("The Kingdom"), thriller que segue uma tendência de Hollywood: fantasiar tragédias reais. No caso, o ataque às Torres de Khobar, em 1996 na Arábia Saudita, quando um caminhão-bomba explodiu junto a um complexo habitacional da Força Aérea norte-americana, matando 19 pessoas.
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Na ficção escrita por Matthew Michael Carnahan (que também assina "Leões e Cordeiros"), Foxx vive Ronald Fleury, um agente especial do FBI no comando de uma equipe de elite em viagem ao país árabe, onde um ataque a uma zona residencial americana em Riad desencadeou um incidente internacional.
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A equipe do FBI é formada por elenco conhecido do grande público: Chris Cooper, figurinha carimbada em produções que mostram situações de conflito (a lista é extensa: "Syriana", "A Supremacia Bourne" e por aí vai), a beldade Jennifer Garner (da série "Alias") e Jason Bateman (da série "Arrested Development" e do longa “O Ex-Namorado da Minha Mulher”). Todos os atores têm bons desempenhos – até Garner, acostumada a comédias românticas, surpreende. A atriz, aliás, além de chorar mais de uma vez durante a projeção, viveu instantes de Mike Tyson ao precisar morder a orelha do inimigo numa briga chocante. Outro que se destaca também é o ator Ashraf Barhom, de “Paradise Now”, que interpreta o Coronel Faris Al Ghazi, encarregado pelo príncipe de proteger os agentes ianques.
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O objetivo do grupo é achar o culpado pelas explosões. Só que as autoridades locais, regidas pela burocracia do governo saudita, dificultam ao máximo a operação e, pelo caminho, um dos membros do time ainda é seqüestrado.
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Sem a complexidade de um "Syriana", que retrata de forma mais realista o jogo de interesses políticos no Oriente Médio, o filme proporciona ao expectador ótimas seqüências de ação (destaque para o tiroteio final, tenso ao estilo de "Falcão Negro em Perigo"), mas faz propaganda da competência dos EUA para encontrar terroristas no exterior.
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Já a produção foi turbulenta. Em agosto do ano passado, durante as filmagens no deserto do Arizona, em Phoenix, o assistente Nick Papac colidiu seu carro com o veículo que transportava o diretor Peter Berg e não resistiu aos ferimentos. Dias depois, foi a vez de Jennifer Garner desmaiar, vítima do forte calor no deserto – o que fez o maridão Ben Affleck ir correndo para o local.
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Embora evite maniqueísmos exagerados, “O Reino” chega ao limite entre a diplomacia e a arrogância típica da cultura do cowboy. Na vida real, os verdadeiros responsáveis pelo ataque à Khobar estão até hoje soltos, na lista dos "mais procurados" do FBI. Ainda assim, vale a conferida, principalmente se você gosta de ação e tiroteios; e pela cena final, que chega a "igualar" mocinho e bandido, pois, no fundo, a motivação de ambos é "matar todos eles", os inimigos.