sexta-feira, 2 de maio de 2008

Canções: Fernanda Takai no Sesc Santos

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Na última quinta-feira, dia 1, Fernanda Takai realizou uma apresentação impecável para um teatro do Sesc Santos completamente lotado. Em show da turnê Onde Brilhem Os Olhos Seus, do CD solo que gravou apenas com canções interpretadas por Nara Leão, a vocalista do Pato Fu surgiu no palco sem atraso, acompanhada por excelentes músicos: os companheiros de banda Lulu Camargo (teclados) e John Ulhoa (”violão, guitarra, marido, bom pai”), mais Thiago Braga (baixista do LAB) e Mariá Portugal (bateria e zabumba, integrante das bandas Trash Pour 4 e Dona Zica e aniversariante da noite).
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Com um cenário bonito, som perfeito, Fernanda esbanjou simpatia e fez inúmeras interlocuções entre uma canção e outra. Avisou que tocaria todas as músicas do álbum, foi saudada e cantou com a voz doce de sempre. No repertório, clássicos do cancioneiro nacional como Insensatez, Ta-Hi, samba de Joubert de Carvalho (1930) gravado primeiramente por Carmen Miranda, Luz Negra, Lindonéia e Diz Que Fui Por Aí. Entre uma e outra ela fez questão de citar os autores e sempre falava de Nara Leão. Ah, apesar de afirmar que o Pato Fu é prioridade, não teve nenhuma canção da banda do show.
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Também acrescentou algumas surpresas ao set list. Antes de“There Must Be an Angel (Playing with My Heart), do Eurythmics, comentou: “essa entrou de forma subliminar no show. No final da música vocês irão entender”. Dito e feito. No finzinho, todos puderam entoar um “naraaaaaaaa, naraaaaaaaaa’. Bem bonito, e muitos aplausos. Após Estrada do Sol, Fernanda brincou: “Como essa foi uma música do Tom Jobim com a Dolores Duran, agora a gente vai tocar uma do Duran Duran”. E emendou Ordinary World, em versão fofa, como ela.
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Após pouco mais de uma hora de boa música (concluindo em versão acelerada de Debaixo dos Caracóis dos Seus Cabelos), ela saiu do palco com os músicos e pôde escutar do backstage, o “maior pedido de bis da turnê”, segundo palavras dela própria. Foi impressionante. Jovens, senhoras e senhores batendo os pés no chão, fazendo um grande barulho durante vários minutos. E Fernanda Voltou. Executou mais três canções (o encerramento foi com Barquinho, cantada em japonês!!) e emendou um sorriso gigante. O público ainda presenteou Maria com um parabéns.
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Fernanda avisou que depois iria para o rol do teatro autografar e tirar fotos com o público, e ficou lá, de forma simples, conversando e autografando seu disco e seu livro, que estavam sendo vendidos numa banquinha no local. Esse jornalista não só ganhou o autógrafo como um beijo carinhoso da protagonista de uma noite de ótima música, executada por excelentes instrumentistas, uma vocalista carismática (sem precisar apelar para a pompa ou discursos forçados) em que platéia e artistas estavam em sintonia. Valeu o ingresso. Muito.

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