Modificando o visual do meu quarto... Que 2009 seja um ano espetacular para todos nós...
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
Amar cinema...
Modificando o visual do meu quarto... Que 2009 seja um ano espetacular para todos nós...
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
Teatro: A Inimiga Senta ao Lado

Neste domingo foi a vez de ter o prazer de assistir a peça A Inimiga Senta ao Lado, espetáculo realizado no Salão Nobre do Avenida Palace Hotel, em Santos. A peça, que ironiza de forma inteligente as entrevistas de emprego, foi escrita por Wagner Freitas e é dirigida por Virginia Correia. É sempre gratificante conferir um espetáculo novo, produzido de forma independente, e que revela novas caras para o teatro brasileiro. Destaque para a produção, com efeitos sonoros competentes e trilha sonora com temas cinematográficos. Fica o beijo par a amiga e atriz Sarah Antunes, uma das protagonistas da história. Ah, acima é a foto da camiseta da peça.
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
DVD: Uma História de Amor

Ficha técnica: Uma História de Amor (Dedication, EUA, 2007). Direção: Justin Theroux. Roteiro: David Bromberg. Atores: Billy Crudup, Mandy Moore, Tom Wilkinson, Dianne Wiest. Comédia. 95 min. (Cor).Escritor obsessivo-compulsivo (Billy Crudup, de Quase Famosos e que estará em Watchmen) precisa acabar livro que escrevia com o sócio falecido (Tom Wilkinson, de Conduta de Risco). Para isso, encontra uma nova parceira (Mandy Moore, de Licença Para Casar). O subterfúgio lembra Letra e Música, mas a estréia do diretor Justin Theroux, roteirista de Trovão Tropical, agradou no Festival de Sundance e pode entreter quem gosta de filmes açucarados.
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
Cinema: Top 10 2008

Desejo e Reparação (Atonement, 2007)
O diretor Joe Wright estreou no cinema com o ótimo Orgulho e Preconceito, um filme de época premiado protagonizado pela inglesa Keira Knightley. Para seu segundo longa, ele repetiu a parceria com a atriz e obteve um resultado superior, passando pela difícil prova de adaptar para o cinema o elogiado livro Reparação, do escritor inglês Ian McEwan. Recheado de excelentes atuações (de Vanessa Redgrave, James McAvoy, Romola Garai e a novata Saoirse Ronan, indicada para atriz coadjuvante no Oscar), tecnicamente impecável, a obra tem uma seqüência digna de figurar entre as melhores da história do cinema, possui uma trilha sonora criativa e magistral (vencedora do Oscar e do Globo de Ouro – o filme teve mais seis indicações ao prêmio da academia), ganhou o Globo de ouro de Melhor Filme/Drama e serviu para Keira se desfazer da imagem de menininha, incorporando com intensidade sua personagem.
Batman - O Cavaleiro das Trevas (The Dark Knight, 2008)
Batman Begins marcou o início da nova franquia do homem-morcego de forma positiva, indo numa direção completamente oposta aos longas anteriores do herói, inserindo drama e tornando os personagens próximos da realidade. O que O Cavaleiro das Trevas fez, foi expandir as qualidades de seu antecessor, mesclando drama policial, conflitos psicológicos (influência de Fogo contra Fogo, de Michael Mann), ótimas seqüências de ação, excelente elenco e uma atuação antológica do falecido Heath Ledger na pele do Coringa, fazendo o Coringa de Jack Nicholson, tão comemorado na época de Batman, de Tim Burton, parecer brincadeira de criança. Ledger acabou indicado ao Globo de Ouro de Ator Coadjuvante, e se justiça for feita, sério candidato ao Oscar da categoria. Elogiado pela crítica, levanta inúmeras questões sobre segurança e privacidade, critica com inteligência o governo americano e fez mega sucesso de bilheteria, próxima a US$ 1 bilhão ao redor do mundo.
Sangue Negro (There Will Be Blood, 2007)
Ao contrário de Magnólia, uma trama com vários protagonistas, cujos destinos se cruzavam em determinada parte da história, com mensagem otimista, Sangue Negro é um épico de um homem só, sobre como o mal vem dominando o planeta. Com atuação espetacular de Daniel Day-Lewis (vencedor do Oscar e vários prêmios mundo afora), o filme traça paralelos com a busca desenfreada pelo poder, e mostra como tantos homens se aproveitam da credulidade (troque por ingenuidade ou burrice) humana para criarem verdadeiros impérios, sejam empresariais, políticos ou religiosos. Influenciado por Stanley Kubrick (principalmente nos quinze primeiros minutos de projeção sem diálogos, dignos dos melhores filmes do diretor de 2001 – Uma Odisséia no Espaço), o jovem cineasta Paul Thomas Anderson concebeu sua obra prima. Destaca-se ainda a trilha sonora atonal, com aura dark, de Johnny Greenwood, guitarrista do Radiohead.
Vicky Cristina Barcelona (Idem, 2008)
Em seu quarto filme na sua fase européia, o americano Woody Allen trocou a Inglaterra (onde fez Match Point, Scoop e O Sonho de Cassandra), pelas belíssimas paisagens de Barcelona, num filme bancado pela própria prefeitura da cidade, que versa sobre amores desfeitos e descobertas, conta com três lindas atrizes (destacando a espanhola Penelope Cruz, incendiária) e o carismático Javier Barden. E diferente do clichê tão repetido por especialistas de plantão, Allen não recuperou sua forma. Na verdade, ele jamais a perdeu. O longa teve quatro indicações ao Globo de Ouro (incluindo Filme Comédia/Musical) e vem rendendo à Penelope Cruz prêmios em vários países.
Apenas Uma Vez (Once, 2006)
Uma das sensações da temporada foi o filme independente feito com orçamento irrisório, pelos membros da banda irlandesa The Frames, que ganhou fama em festivais pelo mundo e levou o Oscar de Canção Original (“Falling Slowly”) , num dos agradecimentos mais bacanas da história da festa, além do prêmio do público em Sundance. Sensível, mostra um músico de rua e uma jovem pianista, sem dinheiro nem piano, que se encontram por acaso e decidem gravar juntos.
Wall-E (Idem, 2008)
Stanley Kubrick e Charles Chaplin encontram-se em mais uma incrível animação produzida pela Pixar, o melhor filme do ano no gênero e favorito disparado para ganhar os principais prêmios da temporada. Orçado em US$ 120 milhões, tem roteiro bem sacado, direção de arte espetacular, ótima trilha sonora, utilizando muito mais a comunicação física do que propriamente o uso de diálogos, através de dois personagens “fofinhos”, e é um deleite para todos os sentidos e sentimentos, com bom humor, inteligência, sensibilidade e alguma dose de ironia, mirando principalmente – à lá 2001, de Kubrick – a forma como os humanos são dependentes da tecnologia e além disso, como a humanidade está destruindo o próprio planeta. Tudo sem soar caxias ou panfletário.
Um Beijo Roubado (My Blueberry Nights, 2007)
O chinês Wong Kar Way (Amor à Flor da Pele) fez de seu primeiro filme de língua inglesa um bonito road movie repleto de metáforas (bem ao seu estilo) em que a cantora Norah Jones (estreando como atriz) parte pelos EUA numa viagem buscando superar uma perda amorosa. Destaques para as presenças marcantes de Jude Law, David Strathairn, das maravilhosas Rachel Weisz e Natalie Portman, e para a bela trilha sonora de Ry Cooder.
Onde Os Fracos Não Têm Vez (No Country for Old Men, 2007)
O filme que consagrou de vez os irmãos Joan e Ethan Coen, que já haviam ganhado um Oscar (de Roteiro) por Fargo, e em 2008 saíram da cerimônia com três prêmios (Filme, Direção e Roteiro Adaptado – o longa também rendeu a Javier Barden o Oscar de Ator Coadjuvante). Além disso, foi o longa com maior bilheteria na carreira deles. Ao contrário de Fargo, cujo enredo era carregado de humor negro, aqui a história os cineastas apontam para um futuro sem esperança, onde a violência tende a aumentar. Destaque para a atuação desconcertante e assustadora de Javier Barden na pele de um assassino.
Ensaio Sobre a Cegueira (Blindness, 2008)
Desde Cidade de Deus, Fernando Meirelles é o principal diretor brasileiro, tendo estabelecido um reconhecimento no exterior com o ótimo O Jardineiro Fiel. Assim como essas duas produções, Ensaio Sobre a Cegueira foi baseado em um livro. Ou melhor, “o livro”, escrito pelo português José Saramago e cultuado nos quatro cantos do globo. Escudado por excelentes atores (Julianne Moore, Mark Ruffalo, Danny Glover, a brasileira Alice Braga, entre outros), e uma ótima equipe técnica, Fernando fez um filme fiel à obra literária, chocante, que levou Saramago às lágrimas, dividiu a crítica, e confirmou o talento do diretor para filmar com intensidade o caos urbano.
Agente 86 (Get Smart, 2008)
Os fãs receosos com esta versão cinematográfica do seriado protagonizado por Dom Adams entre 1965 e 1970 se acalmaram diante de uma história que atualizou a clássica trama sem perder sua essência divertida e acrescentou cenas de ação de dar inveja a Jason Bourne. Steve Carrel (da série The Office e de O Virgem de 40 Anos) e a sexy Anne Hathaway revelaram uma química surpreendente como os agentes 86 e 99, no filme que ainda conta com Allan Arkin e Terence Stamp no elenco.
DVD: Amar... Não tem Preço
Ficha técnica: Amar... Não tem Preço (Hors de Prix, França, 2006). Direção: Pierre Salvadori. Roteiro: Benoît Graffin e Pierre Salvadori. Atores: Audrey Tautou, Gad Elmaleh, Marie-Christine Adam. Comédia. 104 min. (Cor).O tunisiano Pierre Salvadori (“Boas Intenções”) conseguiu criar um filme divertido e cativante - apesar da trama até certo ponto previsível - ao misturar humor, sensualidade, o lindo cenário da Riviera Francesa e a presença da talentosa e adorável francesinha Audrey Tautou (“Améli Poulain”). Ela vive jovem oportunista que confunde um tímido atendente de bar com milionário.
quinta-feira, 25 de dezembro de 2008
DVD: As Duas Faces da Lei

Ficha técnica: As Duas Faces da Lei (Righteous Kill, EUA, 2008). Direção: Jon Avnet. Roteiro: Russell Gerwitz. Atores: Al Pacino, Robert De Niro, John Leguizamo, Carla Gugino, Brian Dennehy. Suspense/Policial/Drama. 101 min. (Cor).Robert De Niro e Al Pacino são dois dos melhores atores da história do cinema. E em tantos anos de profissão, trabalharam juntos em apenas dois filmes: O Poderoso Chefão - Parte 2, de 1974, no qual não contracenaram, pois seus personagens vivem duas linhas temporais distintas; e no excelente Fogo Contra Fogo (1995), quando interpretaram antagonistas e mal chegaram a ter diálogos juntos.
Obviamente a expectativa foi grande para As Duas Faces da Lei (Righteous Kill, 2008), projeto independente orçado em US$ 60 milhões em que, finalmente, os dois astros dividem praticamente todas as cenas. Uma das imagens de divulgação do longa fez questão de evocar o filme de 1995, com uma foto praticamente igual a uma das que divulgaram o antigo longa, mudando apenas a ordem dos protagonistas.
Nessa nova trama, eles vivem detetives parceiros do departamento de homicídios, próximos da aposentadoria, mas que precisam caçar um assassino serial cujo intuito dos crimes é fazer justiça com as próprias mãos em Nova York, despachando todos os tipos de bandidos.
Dirigida por Jon Avnet (Tomates Verdes Fritos, 1991), com quem Al Pacino havia trabalhado em 88 Minutos (2007), a produção é um verdadeiro balde de água fria para quem esperava que o reencontro dos astros resultasse numa grande obra. Não vamos nem entrar no clichê de dizer que ambos ultimamente têm atuado no piloto automático.
Se os dois estão longe de terem alcançado o excelente nível de interpretação de antigos clássicos da sétima arte, como no próprio O Poderoso Chefão 2, os principais problemas de As Duas Faces da Lei residem na direção pífia, que copia (também invertendo os papéis) uma seqüência de Fogo Contra Fogo, e principalmente o roteiro primário de Russell Gerwitz, que desde o início da projeção praticamente entrega a possível reviravolta final, e não consegue criar qualquer tipo de tensão no público, falha imperdoável para um pseudo thriller. Mais frustrante impossível.
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
Feliz Natal

terça-feira, 23 de dezembro de 2008
DVD: O Melhor Amigo da Noiva

Ficha técnica: O Melhor Amigo da Noiva (Made of Honor, EUA / Inglaterra / 2008). Direção: Paul Weiland. Roteiro: Adam Sztykiel, Deborah Kaplan e Harry Elfont, baseado em estória de Adam Sztykiel. Atores: Patrick Dempsey, Michelle Monaghan, Kevin McKidd, Kathleen Quinlan, Sydney Pollack.. Comédia. 101 min. (Cor).O filme fará muita gente se lembrar da trama de O Casamento do Meu Melhor Amigo, mas o longa dirigido por Paul Weiland (da série “Mr. Bean”), sobre alguém que descobre-se apaixonado pela melhor amiga, e no mesmo instante, esta revela que está para se casar com outro, cativa ao contar com boas piadas e o casal protagonista formado pelo galã Patrick Dempsey (Grey’s Anatomy) e a bela Michelle Monaghan (Missão Impossível 3). Foi o último filme com participação do cineasta Sydney Pollack (que atua como pai do personagem de Patrick), falecido em maio deste ano, vítima de cãncer.
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
DVD: Star Wars: The Clone Wars
Ficha técnica: Star Wars – The Clone Wars (Idem, 2008). Direção Dave Filoni. Roteiro: Henry Gilroy, George Lucas, Scott Murphy, Steven Melching. Vozes: Ian Abercrombie, Dee Bradley Baker, Corey Burton, Anthony Daniels, Ashley Eckstein, Nika Futterman, Samuel L. Jackson, Tom Kane, Matt Lanter, Christopher Lee, Catherine Taber, James Arnold Taylor. Animação/Ficção científica. 98 min. (Cor).George Lucas deu continuidade à sua máquina de fazer dinheiro, lançando no cinema os três primeiros episódios da futura série animada que irá passar no Cartoon Network, no formato de um filme, aquém da qualidade dos longas anteriores (com atores de verdade) da franquia. Em “The Clone Wars”, a trama se passa entre “O Ataque dos Clones” e “A Vingança dos Sith”, tem personagens conhecidos, animação bem feita, coloca em cena uma garota jedi, mas possui conteúdo esquecível.
domingo, 21 de dezembro de 2008
Poesia: Saiba como foi o lançamento do livro Poesia a Quatro Mãos
No último dia 13, sábado, aconteceu no restaurante La Quiche Dorée, o lançamento do livro independente Poesia a Quatro Mãos, de Regina (54) e André Azenha (28), mãe e filho. A noite contou com apresentação do pianista Mario Tirolli e teve coquetel aberto ao público, após as 20h.Foi o terceiro livro de Regina, que já havia lançado Mulher – Amor e Poesia (1986, publicação que lhe rendeu o prêmio Robalo de Ouro Brasil 1989, e foi o livro independente mais vendido na Bienal do Livro de 86) e Fragmentos e Mutações (1997). Para André, no entanto, foi a estréia no campo da literatura. Além de escritora, Regina é artesã e também já teve seus poemas transformados em canções. Já André é jornalista, crítico de cinema, assessor de imprensa, se aventurou pelas artes plásticas e a música, e colabora com o crítico Rubens Ewald Filho.
“Foi uma noite que sempre estará presente em nossas memórias”, afirma Regina. O evento, contou com a presença de outros escritores, como o poeta Valdir Alvarenga, editor da revista literária Mirante e que prefaciou Poesia a Quatro Mãos. “Vinte e dois anos atrás escrevi uma das orelhas de Mulher – Amor e Poesia, de Regina, e agora tive o prazer de poder compartilhar com eles esse novo lançamento”, comenta Valdir.
A idéia de produzir o livro surgiu quando André estava com uma amiga nos quiosques da praia, e encontrou com uma senhora vendendo um livro feito com papel sulfite.
“Queremos agradecer todas as pessoas que presenciaram o lançamento, à Marcia Costa e à Fernanda, respectivamente assessora de imprensa e proprietária do La Quiche Dorée, que acreditaram no projeto”, diz Regina, que complementa: “A idéia é, mais para a frente, lançarmos o livro no Rio de Janeiro”.
Quem estiver interessado em adquirir a publicação pode enviar email para andre_azenha@yahoo.com.br ou para reginazenha@gmail.com. Ou também ligar para (13) 9744-3726.
sábado, 20 de dezembro de 2008
DVD: Horton e o Mundo dos Quem
O melhor trabalho da Fox, superior até a “Era do Gelo”, baseia-se no livro de dr. Seuss e junta a nata da comédia de cinema americana: Seth Rogen (Ligeiramente Grávidos), Steven Carell (O Virgem de 40 Anos e Agente 96) e Jim Carrey (que já havia trabalhado em outro longa inspirado em obra do autor, O Grinch). Carrey dubla o simpático elefante que descobre uma cidade e inúmeros habitantes vivendo em uma partícula de poeira. Diversão pura.
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
DVD: Jogo de Amor em Las Vegas

Ficha técnica: Jogo de Amor em Las Vegas (What Happens in Vegas, 2008). Direção: Tom Vaughan. Roteiro: Dana Fox. Atores: Cameron Diaz, Ashton Kutcher, Treat Williams, Queen Latifah, Dennis Farina. Comédia romântica. 99 min. (Cor).Realizado por Tom Vaughan, diretor de séries de TV açucaradas, o filme tem roteiro clichê, mas no meio de tantos longas de ação para o público masculino, acabou conquistando o sexo oposto e fez boa bilheteria, batendo até Speedy Racer nos EUA. Mérito do carisma de Ashton Kutcher e Cameron Diaz, os desconhecidos que se casam em Las Vegas, ganham uma fortuna, e por não pretenderem dividir a bolada, acabam no tribunal. E uma ordem judicial faz com que precisem levar o casamento à sério para ficarem com a grana.
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
DVD - 400 toques: O Sonho de Cassandra
Ficha técnica: O Sonho de Cassandra (Cassandra's Dream, EUA / Inglaterra / França, 2007). Drama. Direção e roteiro: Woody Allen. Atores: Colin Farrel, Ewan McGregor, Tom Wilkinson, John Benfield, Clare Higgins. 108 min. (Cor).Após “Match Point” e “Scoop”, Woody Allen encerrou sua trilogia londrina com outro crime e outro bom elenco – e trilha sonora de Philip Glass. Ainda que seja o filme mais irregular de sua fase européia, uma produção dele costuma ser melhor que muitas outras que circulam por aí. Na trama, Colin Farrel e Ewan McGregor são irmãos com problemas financeiros e acabam procurando ajuda de um tio rico (Tom Wilkinson), e recebem, em troca, uma condição macabra e surpreendente.
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
domingo, 14 de dezembro de 2008
DVD: Batman - O Cavaleiro das Trevas
Cotação: 10 é poucoFicha técnica: Batman – O Cavaleiro das Trevas (The Dark Knight, 2008). Ação/Drama. Direção: Christopher Nolan. Roteiro: Christopher e Jonathan Nolan. Atores: Christian Bale, Morgan Freeman, Heath Ledger, Aaron Eckhart, Michael Caine, Gary Oldman, Maggie Gyllenhall, Eric Roberts, Cillian Murphy. 142 min. (Cor).
Ao sair, na época de seu lançamento nos cinemas, da sala de projeção de Batman – O Cavaleiro das Trevas, a sensação de ter assistido um divisor de águas na trajetória da sétima arte não pôde ser descrita em poucas palavras. Ficou impossível caminhar contra a maré e não entrar de cabeça no hype formado a partir de uma campanha viral ao melhor estilo de “A Bruxa de Blair” e “Cloverfield”, até um poderoso esquema de marketing que incluiu o lançamento do DVD animado O Cavaleiro de Gotham, com tramas localizadas entre Begins e a obra recém lançada no cinema.
Tanta expectativa criada em torno de do filme foi aumentando devagarinho, fazendo com que se tornasse a produção mais esperada, e depois, a com maior bilheteria de 2008 – faturou quase US$ 1 bilhão ao redor do mundo. E agora o maior sucesso da temporada chega em DVD ao mercado brasileiro, em diferentes versões: DVD simples, duplo (recheado de extras bacanas) e um pacote duplo com os discos simples de Batman Begins e O Cavaleiro das Trevas.
O processo para a concepção do longa começou três anos atrás com “Batman Begins”, que zerou a cronologia do personagem criado por Bob Kane na telona, deu credibilidade a um gênero cinematográfico – o das adaptações das histórias em quadrinhos – não levado a sério (exceto pelos fanáticos) e satisfez os fãs que haviam torcido o nariz para os longas de Tim Burton (que justiça seja feita, eram divertidos e bacanas) e de Joel Schumacher (péssimos).
A morte prematura de Heath Ledger (escalado para viver o Coringa), aos 28 anos por overdose de medicamentos este ano e os primeiros trailers fizeram o burburinho se tornar uma bola de neve. E não houve decepção. As primeiras críticas da produção compararam-na com “O Poderoso Chefão 2” e “O Império Contra Ataca”, continuações superiores aos filmes originais de suas respectivas franquias - daria ainda para incluir aí “O Exterminador do Futuro 2”.
“É a melhor adaptação de uma HQ para o cinema já realizada”. “Oscar póstumo para Ledger”. “Indicação de Melhor Filme no Oscar de 2009”. Essas foram algumas bolas levantadas pela imprensa especializada. E O Cavaleiro das Trevas é isso tudo e mais. Não é apenas um filme de ação, mas tem seqüências eletrizantes (custou US$ 150 milhões).
É um drama policial denso, tenso, com toques de tragédia principalmente no ato final, porém tem ótimas sacadas irônicas (principalmente vindas do mordomo Alfred, tão bem composto por Michael Caine). Tem tempo de projeção considerado longo para o gênero (mais de duas horas e meia de duração), mas o espectador nem sente os minutos passarem tamanha hipnose causada por cada cena, cada diálogo. É um trabalho minucioso de direção (de Christopher Nolan, que também assina o excelente roteiro com o irmão Jonathan), e uma magnífica parábola com o mundo atual. Até que ponto vale seguir as leis oficiais? Todo ser humano é incorruptível? É necessária a existência de um vigilante?
Além disso, é a jornada e a transformação de duas figuras do lado da lei (uma “oficial”, a outra de “capa e máscara”) que precisam confrontar seus ideais perante o caos causado por um lunático. É uma obra completa, com tudo no seu devido lugar.
Diferente de outras adaptações cinematográficas de HQs, em que os atores dão entrevistas dizendo que se divertiram ao interpretarem seus personagens, tanto em Batman Begins como em O Cavaleiro das Trevas, os artistas se dedicaram como se estivessem participando de um drama shakespereano. Vestiram a camisa e saíram, cada um à sua maneira, com atuações excepcionais. Se no anterior a platéia pôde presenciar o encontro de Liam Neeson, Ken Watanabe, Tom Wilkinson, Rutger Hauer, entre outros, nesse pôde conferir os remanescentes Christian Bale (o melhor de todas as encarnações de carne e osso do homem morcego), Morgan Freeman, Michael Caine, Gary Oldman e até Cillian Murphy (em rápida aparição), mais os “novatos” Maggie Gyllenhall (ocupando o posto que havia sido de Katie Holmes, como a promotora Rachel Dawes), Aaron Eckhart, Eric Roberts e Heath Ledger.
Na trama, Batman tornou-se o medo dos bandidos da cidade. Junto com o tenente Gordon (Oldman), conseguiu finalmente fazer com que os traficantes sentissem medo. Porém, sua presença levou cidadãos a passarem a se vestir como ele e tentar “fazer justiça”. No campo dos tribunais, o município passa a ter um promotor confiável, Harvey Dent (Aaron). Em meio a tudo isso, surge o Coringa, que propõe à bandidagem a solução para que o crime volte a governar Gotham: matar Batman. Atentados passam a acontecer, juízes, policiais e civis são mortos. Caos e pânico se instalam.
Mesclando ação, suspense, drama e thriller, o público é jogado num épico que retrata uma imagem de sociedade desorientada, que busca sedentamente alguém em quem confiar, que possa salvá-los da desordem. O roteiro também dá uma pequena cutucada ao governo americano, quando questiona (numa cena entre Bale e Morgan Freeman), se é ético e/ou necessário estar plugado aos celulares de todos os munícipes para vigiá-los e conseguir informações.
Se a direção de Nolan (inspirada, segundo ele próprio declarou, em “Fogo Contra Fogo”, principalmente no duelo psicológico entre os dois rivais, como ocorreu com os personagens de Al Pacino e Robert de Niro no longa de 1995) é espetacular (ele praticamente abriu mão de efeitos computadorizados e filmou quase tudo “de verdade”), a trilha sonora de James Newton Howard e Hans Zimmer cria os momentos perfeitos de tensão, o elenco é a cereja de um bolo cujos ingredientes casaram-se perfeitamente. Caine e Freeman surgem carismáticos como sempre, Maggie dá uma dimensão dramática ao papel que a até mais bonitinha Holmes não havia conseguido antes, e Bale e Eckhart conseguem transmitir os conflitos internos de seus personagens. O primeiro enxerga no promotor Harvey Dent uma esperança de poder deixar a cidade nas mãos de um “cavaleiro branco” e assim, levar uma vida normal. Já o segundo mergulha numa viagem sem volta de transformação intensa, perante sentimentos como injustiça e perda. E juntos a Rachel formam um triângulo amoroso.
E há Heath Ledger. Todos os comentários se concretizaram perante uma interpretação que já pode ser considerada histórica. Seu Coringa não é um mero “palhaço do crime”. É um sujeito que dá medo. Quando ele aparece já se sabe que algo muito ruim pode acontecer. A forma como compôs o vilão (o modo de andar, de lamber os lábios e a fala fantasmagórica, mais o visual borrado, com um “quê” de O Corvo) faz o Coringa de Jack Nicholson, tão elogiado à época do primeiro Batman de Tim Burton, parecer brincadeira de criança. A atuação do falecido ator já ganhou reconhecimento, rendendo a ele indicações de Ator Coadjuvante para o Globo de Ouro, o Australian Film Institute e Los Angeles Film Critics Association Awards. Uma indicação ao Oscar de Ator Coadjuvante seria mais que merecida – ainda que os especialistas na premiação da Academia alarmem que dificilmente longas desse estilo sejam premiados.
O difícil agora será encontrar algo melhor no quesito “filmes baseados em quadrinhos”. Batman – O Cavaleiro das Trevas é a prova de que é possível agradar público sem deixar de conceber uma trama inteligente. É a sensação de dever cumprido de seus realizadores e a satisfação imensurável dos fãs do homem morcego.
O DVD do filme tem áudio e legendas em inglês, português e espanhol. A edição dupla tem nos extras (quase todos também com áudio e legendas em inglês, português e espanhol) os bastidores do longa, entrevistas com equipe de produção e elenco e outras surpresas que irão agradar em cheio aos fãs da obra.
PS: A Warner Bros. informou que o filme volta aos cinemas brasileiros em 6 de fevereiro, desta vez na tela IMAX (algumas cenas foram feitas especialmente para este formato) do Bourbon Shopping Pompéia, em São Paulo. Como ocorreu nos EUA, o lançamento do IMAX brasileiro acontece com um documentário educativo.
Como o lançamento da sala, administrada pelo circuito Unibanco Arteplex, já foi adiado um par de vezes, a WB diz apenas que o relançamento do filme está marcado, mas dependerá da efetiva abertura do IMAX. Deixe anotado na agenda, portanto.
O filme também reestréia nos EUA no próximo ano para tentar aproveitar possíveis indicações ao Oscar e bater o aguardado bilhão de dólares mundialmente.
Lançamento do livro Poesia a Quatro Mãos
sábado, 13 de dezembro de 2008
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
Cinema: Vicky Cristina Barcelona
Ficha técnica: Vicky Cristina Barcelona (Idem, 2008). Comédia/drama. Direção e roteiro: Woody Allen. Elenco: Rebecca Hall, Javier Barden, Scarlett Johansson, Penelope Cruz, Patricia Clarkson, Chris Messina, Kevin Dunn. 96 min. (Cor).
O longa acompanha duas amigas de férias na capital catalã. Vicky (Rebecca Hall) é centrada, prática, está noiva. Cristina (Scarlett Johansson, pela terceira vez atuando sob a direção do diretor) é o oposto: impulsiva, meio-artista, procura amores intensos.
Barcelona é a cidade das paixões, e junto às duas moças no título do filme, também funciona como personagem, tamanho o esmero e admiração como é filmada por Allen. Bela, a cidade não precisa de nada além de sua próprias paisagens para servir de cenário maravilhoso.
No verão europeu, as duas visitam os cartões postais da cidade, passeiam pelas ruas ensolaradas e numa noite conhecem Juan Antonio (Javier Bardem), um pintor que teve um divórcio conturbado da mulher, Maria Elena (Penélope Cruz), linda - e maluca.
Com o tempo, as pessoas envolvidas na história se apaixonam, ficam confusas, questionam suas formas de encarar os relacionamentos e um triângulo amoroso (que inclui um beijo entre duas atrizes capaz de fazer muito marmanjo perder o sono) é formado. E Woody Allen aproveita para discursar sobre a forma como o amor, a paixão e a sexualidade humana são encaradas. O moto não é entender os sentimentos, mas sim mostrar como é difícil compreendê-los. Que o amor não pode, e não precisa ser rotulado. Ou ainda, como as pessoas se prendem a uma relação amorosa que não as realiza, mas ao menos dá segurança.
Cada personagem é retratado com carinho, de forma complexa. O filme muito bem poderia se chamar Vicky Cristina Juan Antonio Maria Elena Barcelona, pois todos eles possuem igual importância. E os atores escalados desempenham com extrema eficiência seus papéis.
Penelope Cruz, por sinal, toda vez que surge em cena ofusca a sempre sexy Scarlett Johansson. O desempenho da espanhola ganhou reconhecimento e rendeu a ela prêmios de atriz coadjuvante nos prêmios Los Angeles Film Critics Association Awards, New York Film Critics Circle Awards, National Board of Review, Independent Spirit Awards, e uma indicação ao Globo de Ouro na mesma categoria.
Também merece elogios Rebeca Hall (O Grande Truque). Ela talvez não possua a beleza (ou o padrão de beleza) das outras duas protagonistas da trama, mas graças ao drama de sua personagem, a única a fazer parte de um compromisso pré-estabelecido, aquela quem possui os conceitos mais firmes, e por isso, a que é colocada contra a parede com o surgimento de novas situações, ganha a atenção do público, numa atuação intensa, sem ser exagerada. Ela também foi indicada ao Globo de Ouro, em Atriz Comédia/Musical, e está presente em outra produção que vem aparecendo nas premiações, Frost/Nixon, de Ron Howard.
Javier Barden (indicação ao Globo de Ouro em Ator de Comédia/Musical) comprova sua versatilidade como intérprete, e Johansson segue sendo a musa atual de Allen. Sem
o talento dos colegas em cena, a atriz é uma das mulheres mais sensuais do cinema atual, o que num filme sobre amores e paixões conta bastante.Com todas essas qualidades, Vicky Cristina Barcelona, orçado em US$ 15,5 milhões e filmado em período curto, entre 9 de julho e 23 de agosto de 2007 (mantendo o jeitão quase independente com que Woody Allen realiza seus trabalhos) é o melhor filme da fase européia do cineasta americano, um dos melhores do ano e um dos mais charmosos dos últimos tempos.
Indicado ao Globo de Ouro em Filme Comédia/Musical, mantém a consistência do diretor e roteirista, que não tem encontrado produtores em seu país e recorreu às terras européias para filmar suas obras. Sorte a dele, que encontrou gente interessada em bancar seus filmes (a prefeitura de Barcelona custeou o projeto), dos atores europeus que puderam trabalhar com ele, e do público que continua tendo a chance de apreciar produções líricas e interessantes como essa.
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
Woody Allen e um presente de natal

terça-feira, 9 de dezembro de 2008
Cinema: Queime Depois de Ler

Ficha técnica: Queime Depois de Ler (Burn After Reading, 08). Direção e roteiro: Joel e Ethan Coen. Atores: George Clooney, Frances McDormand, Brad Pitt, John Malkovich, Tilda Swinton, J.K. Simmons. Comédia. 96 min.Após a consagração no Oscar deste ano, os irmãos Ethan e Joel Coen voltam a investir no humor negro com um filme que beira o pastelão em alguns momentos. Queime Depois de Ler (Burn After Reading, 08) é mais Fargo que o premiado Onde os Fracos Não Têm Vez, ainda que recorra, em escala menor, a elementos de ambas as produções.
Do filme de 1996 (que rendeu Oscar de roteiro para a dupla e de Melhor Atriz para Frances McDormand, esposa de Joel Coen e protagonista deste longa), são heranças o humor negro e a crítica à ganância sem precedentes. Do último, vencedor das estatuetas de Filme, Direção, Roteiro Adaptado e ainda Ator Coadjuvante para Javier Barden, ficaram o desfecho anticlimático (menos chocante), e o paralelo à violência americana.
Ainda que mantenha as (boas) características de uma produção dos irmãos, o longa soa inferior aos filmes anteriores da dupla e se sustenta principalmente na interpretação natural do elenco de titãs.
Desta vez, os Coen (diretores e roteiristas) satirizam os filmes de espionagem. Um ex-agente da CIA, Osbourne Cox (John Malkovich), que pediu demissão quando a agência lhe ofereceu um posto burocrático, decide escrever um livro de memórias que cai nas mãos de dois palermas instrutores de academia, Linda (Frances McDormand) e Chad (Brad Pitt) - que querem lucrar com o material.
À história de chantagem somam-se a mulher de Cox, Katie (Tilda Swinton), que o trai com um segurança do governo (George Clooney), que por sua vez marca um encontro pela Internet com Linda, que desesperadamente está querendo fazer cirurgias para ficar mais jovem, e por aí vai... É o círculo de ações de um Grande Lebowski, com doses de Fargo, acrescentando pitadas de ironia à busca desenfreada pela beleza, tudo num tom sarcástico, pontuado por personagens idiotizados (inclusive os agentes da CIA). É praticamente uma comédia pastelão. A celebração do absurdo pelo absurdo. Pra se ter uma idéia, a palavra “fuck” é dita sessenta vezes no decorrer da projeção, sendo que seis delas somente nos dois primeiros minutos do filme.
Mais que tudo isso, trata-se de um longa-metragem realizado por pessoas que se gostam e parecem ter se divertido pacas nas filmagens: Pitt (impagável como um instrutor bobalhão) trabalhou com Clooney em Onze Homens e Um Segredo e suas duas continuações; Cl
ooney por sua vez dividiu a tela com Tilda Swinton em Conduta de Risco e já atuou sob a batuta dos Coen. E Frances McDormand... Bem, além de esposa de Joel, trabalhou em vários outros longas da dos cineastas. Já John Malkovich novamente se destaca como o ator mais expressivo em cena. Seu personagem foi criado especialmente para ele e o veterano ator não parece ter feito muito esforço para compor o agente frustrado e ressentido.De ambição artística menor, Queime Depois de Ler abriu o Festival de Veneza, mas provavelmente não repita as premiações das obras anteriores dos irmãos. Porém, pode garantir boas risadas, principalmente se não for levado a sério.
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
DVD: Ressaca de Amor

Ficha técnida: Ressaca de Amor (Forgetting Sarah Marshall, 2008). Direção: Nicholas Stoller. Roteiro: Jason Segel. Atores: Jason Segel, Kristen Bell, Mila Kunis, Russell Brand, Bill Hader, Paul Rudd, Jonah Hill. Comédia. 112 min. (Cor).“Ressaca de Amor” (“Forgetting Sarah Marshall”) é um filme (que sai direto em DVD no Brasil) para fazer rir feito por quem entende do assunto. Produzido pelo realizador de comédias mais comemorado da atualidade nos EUA, Judd Apatow (“O Virgem de 40 Anos)”, foi dir
igido por Nicholas Stoller (autor do roteiro de “As Loucuras de Dick e Jane”) e repete parcerias do produtor com o protagonista e também agora roteirista Jason Segel (ator em “Ligeiramente Grávidos”, de Apatow), cujo personagem fica arrasado com o fim do namoro com a estrela de TV Sarah (Kristen Bell, da série “Veronica Mars”).Para tentar superar a perda da namorada famosa, ele decide tirar férias no Havaí, só que ao chegar lá descobre que a ex está hospedada no mesmo hotel que ele, acompanhada por um novo namorado – um roqueiro. Apesar da trama clichê, o filme vale pelo simpático elenco, que ainda tem Paul Rudd, Jonah Hill e Bill Hader, membros da “turma” de Apatow.
sábado, 6 de dezembro de 2008
Pipoca Moderna 42

DVD + Livro: Na Natureza Selvagem
Malone, William Hurt, Catherine Keener, Vince Vaughn, Kristen Stewart, Hal Holbrook. 148 min. (Cor).
Sean Penn dirigiu esse road movie existencial em que Chris McCandless, jovem rico e recém-formado, larga tudo para viver de carona e viajar ao Alaska. Emile Hirsch (“Speed Racer”) vive com intensidade o protagonista. Jena Malone é sua irmã, que narra o filme, e William Hurt faz o pai. O bom elenco ainda tem Catherine Keener, Vince Vaughn e a bela Kristen Stewart. A trilha sonora, sensacional, é do vocalista do Pearl Jam, Eddie Wedder, em seu primeiro trabalho solo, que lhe rendeu o Globo de Ouro pela canção “Guaranteed”. Indicado a 2 Oscars, o longa inspirado no livro homônimo, de Jon Krakauer (que havia sido resignado para escrever uma reportagem sobre o caso, e acabou mergulhando de corpo e alma na vida de Chris), merecia muito mais.
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
DVD: Hulk - a série da TV

Cotação: 7
Após o sucesso do filme “O Incrível Hulk”, produzido pelo Marvel Studios, os aficionados pelo personagem podem comemorar o lançamento em DVD no Brasil do antigo seriado televisivo, que fugia um pouco do conceito dos quadrinhos, mas obteve sucesso, sendo inclusive atração em horário nobre aos sábados na Globo.
Nele, o Dr. Banner era interpretado Bill Bixby (das séries “Meu Querido Marciano” e “O Mágico”) e o personal trainner e Mr. Universo Lou Ferrigno encarnava o gigante esmeralda, coberto por camadas de tinta. Apesar do orçamento limitado, o produtor Kenneth Johnson (“V - A Batalha Final”) tinha o apoio de Stan Lee (um dos criadores do personagem).
Assim, não foi difícil fazer algumas mudanças em relação à trama original dos gibis – o intuito era fazer o público “aceitar” a história. E uma das modificações mais significativas é que o Hulk da TV não falava nada, mas fazia muito barulho quando nervoso. O nome completo verdadeiro do cientista também sofreu alteração: de Robert Bruce Banner para David Bruce Banner (nome visto no túmulo de sua suposta morte); e de Bruce Banner para David Banner – Stan Lee não escondeu em entrevistas posteriores que os produtores queriam mudar o nome de Bruce para David porque não achavam Bruce um nome "másculo".
No primeiro episódio, Banner está trabalhando no laboratório quando acontece um acidente que acabou matando seu assistente. Contaminado pelos raios gama, se transforma no personagem título, e acaba “flagrado” pelo jornalista Jack McGee (Jack Colvin), que passa a persegui-lo, visando “descobrir” Hulk. Inspirado no seriado “O Fugitivo”, Bruce torna-se um foragido da justiça.
Os roteiros eram sempre os mesmos: fugindo de McGee, o cientista mudava de nome, cidade e encontrava alguém com problemas. Algo o deixava nervoso e se transformava no Hulk.
No final de cada episódio, era tocada a memorável e melancólica música instrumental, e Banner vagava solitário e sem rumo pelas estradas americanas, pedindo carona.
Atores respeitáveis como Pat Morita (“Karate Kid”), Morgan Woodward (“Star Trek”) e Gary Graham (“Alien Nation”) fizeram suas participações ao longo das temporadas. Mas a fórmula se esgotou e, mesmo com o protesto do público, “Hulk” foi cancelado.
Ainda assim foram produzidos três telefilmes que deram continuação à trama da TV, alguns dirigidos pelo próprio Bixby. Neles, aparecem outros heróis da Marvel, como O Demolidor e Thor, mas bem diferentes daqueles conhecidos pelos fãs de HQs, que torceram o nariz para as produções, que não foram bem sucedidas.
Atualmente a série ganhou status “cult”. Ferrigno apareceu nas duas adaptações cinematográficas do herói da Marvel e o último filme homenagerou escancaradamente a série, utilizando o tema musical, fazendo referência a Bill Bixby e mostrando o protagonista Edward Norton (fã declarado da série) fugindo de país em país.
Sobre livros e gibis (a retomada)
Consegui escrever sobre os DVDs, agora pretendo correr esta semana para ver os últimos filmes dos irmãos Coen e de Woody Allen. Sim, estou meio defasado, mas nada que não dê pra ajeitar. O livro de poesias com minha mãe está finalizado, e estamos apenas definindo últimos ítens de edição. E enquanto me divido entre a final da Copa Sul-americana (por que o Corinthians não contratou o D'Alessandro??!!) entre Inter/RS e Estudiantes (ARG) e edito um livro a ser lançado ano que vem, também me delicio com novas aquisições: edições originais nacionais da saga Crise nas Infinitas Terras, Super-Homem - O Homem de Aço (de John Byrne), Dias de um Futuro Esquecido (com os X-Men, edição que inspirou um episódio da primeira temporada de Heroes) e um gibi do Homem-Aranha sobre a retomada do uniforme negro. Essas edições foram compradas junto ao marido de uma colega de trabalho em São Paulo e serviu pra matar saudade da época em que eu colecionava HQs religiosamente. Atividade que parei por volta de 1997, em virtude da falta de tempo (estudava e jogava tênis de mesa na época). Cheguei a ter centenas de gibis em casa, mas me desfiz da maioria (precisava de grana) e fiquei apenas com algunas edições especiais. Nostalgia total por estes lados. :o)- quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
DVD: Vivendo e Aprendendo

Ficha técnica: Vivendo e Aprendendo (Smart People, 2008). Direção: Noam Murro. Roteiro: Mark Poirier. Atores: Dennis Quais, Ellen Page, Saraj Jessica Parker, Thomas Haden Church, Ashton Holmes. Comédia/Drama. 95 min. (Cor).
Famílias instáveis americanas já foram retratadas em vários filmes, principalmente naquelas produções que passam praticamente despercebidas no cinema, criticam o modo de ser do americano médio e não possuem das mensagens mais positivas. Um exemplo é A Lula e a Baleia (05), de Noah Bombach. Vivendo e Aprendendo (Smart People, 08) tem muitas destas características e pode até irritar quem adora ver a “realidade” do país de Bush e Barack Obama, mas ao invés de investir na crítica ferrenha e no drama pesado, prefere basear sua história numa mescla de ironia, bom-humor e uma mensagem positiva: mesmo uma família desregulada pode ser feliz.
O longa é a estréia do cineasta israelense Noam Murro e do roteirista Mark Poirier (que trabalham juntos novamente na produção de Hateship, Friendship, Courtship) e conta com um elenco conhecido, destacando o veterano Dennis Quaid como Lawrence, um professor viúvo que “adora” levar a vida de forma sofrida, criando seus dois filhos (a indicada ao Oscar – por Juno – Ellen Page e seu irmão vivido por Ashton Holmes, de Marcas da Violência) e tendo que aturar a chegada do irmão de criação (Thomas Haden Church, Sideways – Entre Umas e Outras), sujeito preguiçoso, mas que dá alegria ao ambiente familiar. As coisas parecem melhorar para Lawrence quando ele conhece a médica Janet (Sarah Jessica Parker, de Sex and the City).
Mas até o final feliz (isso mesmo, se você gosta de desfechos enigmáticos, ou traumatizantes, passe longe), muita água vai rolar. Lawrence terá que perder a arrogância (ele é culto, e por isso, pensa ser superior), precisará convencer a filha republicana a aceitar seu novo relacionamento amoroso e terá que reaprender a amar.
A trama não é das mais sedutoras, mas o bom desempenho dos atores (inclusive de Sarah Jessica Parker), alguns diálogos que tiram sarro dos republicanos, na maneira como pessoas "inteligentes" (daí a ironia do título original da obra) acabam complicando suas vidas, e dos metidos a intelectuais e a forma enxuta como a obra é realizada cativam.

Além disso, o tom de comédia não impede que o público reconheça os problemas da família. A ausência da mãe faz com que a personagem de Page se aproxime demais do pai, que de certa forma também está ausente, e ainda se interesse pelo tio, num claro sinal de carência.
Divertido, sem exageros, Vivendo e Aprendendo é um bom passatempo e mostra que é possível levar a vida, apesar dos problemas familiares, recorrentes a qualquer residência deste planeta azul.
O DVD do filme sai diretamente no mercado de home vídeo no Brasil, tem áudio em inglês e português, legendas em português, imagem widescreen (anamorfico) e extras com sinopse, ficha técnica e trailers.
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
DVD: Violência Gratuita

Ficha técnica: Funny Games, 2007. Direção e roteiro: Michael Haneke. Atores: Brady Corbet, Michael Pitt, Naomi Watts, Tim Roth, Devon Gearhart. 111 min. Thriller/Suspense. (Cor).
Em sua primeira incursão no cinema americano, o diretor e roteirista alemão Michael Haneke optou por re-filmar quadro a quadro, palavra por palavra, Violência Gratuita (Funny Games), longa de 1997 (disponível em DVD no Brasil) falado em italiano, indicado à Palma de Ouro em Cannes e que lhe rendeu reconhecimento (como a vitória de Melhor Diretor no Festival de Chicago e dois prêmios no Fantasporto), mas também críticas severas, inclusive sendo chamado de fascista e nazista. A verdade é que o público e alguns críticos não estavam preparados para as ousadias do cineasta, realizador de produções polêmicas e nunca fáceis de digerir como Caché (2005), com a maravilhosa Juliette Binoche.
Haneke poderia ser taxado de oportunista, pois é sabido que americano detesta legenda e tem um deslumbre um tanto mórbido pela violência. E a história de dois jovens (vestidos de branco, a cor da paz, e também fazendo referência à Laranja Mecânica, de Stanley Kubrick) que se apresentam à família em férias numa casa de campo à beira de um lago, e passa a realizar jogos sádicos com pai, mãe e filho, teria tudo para agradar a platéia americana.
Ledo engano. Fora o fato da produção ter um jeitão de filme “de arte”, sujeito a ficar restrito ao circuito alternativo, quando reconta a trama dez anos depois do original, o cineasta está afirmando que o mundo não mudou neste período. O ser humano continua propenso a atos violentos e existe uma grande hipocrisia na sociedade, que faz críticas contra a barbárie imposta pela dupla de criminosos, mas vibra quando uma das vítimas consegue despachar um deles – fora o fato dessa mesma sociedade tornar imensos sucessos de bilheteria carnificinas como a franquia Jogos Mortais e O Albergue.
E é neste momento que o alemão se revela um diretor diferenciado e bastante provocador. Ao invés de cair no clichê de revanchismo, ele deixa o “controle” do filme literalmente nas mãos de um dos psicopatas, que além de manipular o enredo, fala diretamente com o público, tornando quem assiste à projeção cúmplice da violência. Outra jogada inteligente de Haneke é jamais mostrar os atos violentos; toda vez que sangue vai ser derramado, a câmera desvia o olhar, deixando a cargo de cada espectador imaginar o que está acontecendo. Assim sendo, a intensidade da violência depende da carga de imagens violentas presente na memória de cada um. Ou seja, quanto mais filmes recheados de mortes, membros decepados, etc, você já viu, mais brutal parecerá o ataque contra o trio inocente.

O filme também convence pela naturalidade com que todos os atores desempenham seus papéis. Sejam os dois garotos interpretados por Brady Corbet (série 24 Horas) e Michael Pitt (Dawsons’s Creek, Os Sonhadores e Últimos Dias), ou a família formada pela linda e talentosa Naomi Watts, o sempre bom Tim Roth e o novato Devon Gearhart (vencedor do Young Hollywood Awards 2008).
Fora o fato da velha frase “Por que vocês estão fazendo isso?” (também presente no bom terror Os Estranhos, que se assemelha no modo como a tal violência gratuita, do título deste, é fator recorrente à cultura americana) ser totalmente desnecessária, o longa revela a mente articulada de um cineasta que não tem medo de arriscar.
O DVD tem imagem LETTERBOX (anamorfico), áudio em inglês e português, legendas em português e extras com trailers, ficha técnica e sinopse.

