terça-feira, 7 de julho de 2009

Sobre o adeus ao Rei do Pop

A filhinha de Michael, durante cerimônia em homenagem ao Rei do Pop

Sobre a cerimônia que aconteceu nesta terça, em despedida a Michael Jackson, só posso dizer que me sensibilizei apenas com os depoimentos da filhinha de Michael, Steve Wonder, e com a interpretação de Lionel Ritchie. Esses dois últimos, por sinal, eram amigos de Michael. Liz Taylor, amiga íntima do astro recém-falecido, não compareceu, pois achou um absurdo o modo como aconteceria o "evento". Aentendo. Pois sou fã dele. Não um fã "cego". Quando admiro um artista, ou mesmo não admirando em certas ocasiões, procuro me colocar no lugar dele, antes de fazer críticas do tipo: "è louco", "é puta", "se acha". Nós, pessoas que levam uma vida "normal", não temos a mínima noção do que ocorre nos bastidores dos famosos.

Meu primeiro disco foi "Thriller", presente de meus pais no ano do lançamento do álbum, em 1982, quando eu tinha dois anos de idade. Aos seis, participei de um concurso de imitação com outras crianças e venci - hoje infelizmente não lembro mais os passos, mas canto praticamente todas as canções.

Jamais acreditei que ele tenha abusado de alguma criança e sempre detestei o modo como partes do público e da imprensa lidaram com os fatos - aliás, se alguns jornalistas agissem em relação a políticos, empresários, dirigentes de futebol, entre outros, como fazem para desvendar "segredos" de celebridades, ajudariam muito que o mundo fosse um pouco mais justo, mas enfim, é utopia.

Acredito mesmo que a "notícia" dele ter dormido (não transado ou abusado sexualmente) com garotos muito mais novos que ele foi algo simplesmente fraternal, por não querer que acontecesse com os jovens o que o próprio Michael enfrentou na infância. Ele viveu como adulto quando muito novo, e após fazer muito dinheiro, decidiu viver a infância que não teve e protejer seus semelhantes - na mente dele isso era o correto, e ele não fez mal a ninguém.

A obra dele fica. Apenas dois artistas transformaram radicalmente a indústria pop: Beatles e Michael Jackson. Com a diferença de que os ingleses eram quatro. Quatro cabeça pensantes. Michael foi apenas um. Ou uma. Uma reunião de muitos talentos em um ser humano. Vale lembrar: Humano! Compositor, produtor, dançarino magnífico, coreógrafo, cantor, ator. Um showman completo. O maior de todos. Talvez apenas Elvis, outro Rei, só que do Rock, tenha sido tão completo. Tão catalisador das atenções. E a morte aos 50 anos de Michael deverá torná-lo um mito como o pai de sua ex-esposa. Fica a homenagem do Zen Cultural ao Rei. Que sua obra perdure eternamente.

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Saiba como foi a cerimônia aqui.

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Tenho a coleção toda dos discos de Michael e estou tratando de refazê-la em CD.

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